23/05/2019

SFH ou SFI: qual modelo de financiamento é mais vantajoso?

Cada modalidade tem regras e recursos diferentes, o que pode influenciar nas taxas de juros mais baixas ou mais altas

Fonte: ZAP em Casa

Fugir do aluguel e ter a casa própria ainda é o sonho de muitos brasileiros. Mas trata-se de um investimento muito alto e que nem sempre cabe no bolso dos consumidores. Por isso, é preciso recorrer a uma linha de financiamento para conseguir comprar um apartamento ou uma casa.

Porém, existe mais de uma opção no mercado e é preciso ficar atento às regras de cada uma para entender em qual se encaixa. Saiba quais são as diferenças entre o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) e qual é o mais vantajoso para o bolso do consumidor.

A maioria dos financiamentos se enquadram nas características do SFH, principalmente porque ele contempla imóveis mais baratos. Antes existia uma diferenciação do teto do preço do imóvel entre os estados brasileiros, mas a partir deste ano, o valor máximo foi ampliado e passou a ser de R$ 1,5 milhão para todo o Brasil.

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É preciso analisar as opções, pois alguns sistemas não abarcam certos tipos de imóveis (Foto: Shutterstock)

“Pelo tipo de imóvel que se encaixa nele, essa opção de financiamento foi feita para quem tem a renda um pouco mais baixa, apesar que hoje em dia atende a um público de diversas rendas por conta dos preços dos imóveis, e que está adquirindo o primeiro imóvel“, explica Antônio Pessoa, economista e professor do UniFBV.

Através do SFH, é possível financiar até 80% do valor do imóvel. Outras regras que devem ser cumpridas para obter esta modalidade de financiamento é que a casa ou o apartamento deve estar registrada no Cartório de Registros de Imóveis, deve ser residencial e urbana e ter localização na região onde a pessoa que vai comprar reside ou trabalha há pelo menos um ano.

Além disso, os recursos do FGTS não podem ter sido usados para financiamento ou construção do imóvel por três anos. O prazo máximo de pagamento do financiamento é de 35 anos.

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A depender do sistema escolhido, as taxas de juros podem aumentar (Foto: Shutterstock)

O sistema ainda permite que seja usado o saldo do FGTS para abater o valor do financiamento, mas outros requisitos entram em questão: não é possível ter qualquer outro financiamento através do SFH, não pode ter outro imóvel residencial e urbano na região que reside ou trabalha e deve ter contribuído por pelo menos três anos consecutivos ou não de trabalho, seja na mesma empresa ou em companhias distintas.

Já o financiamento pelo SFI engloba todos os que não se enquadram no SFH, ou seja, imóveis que ultrapassem o valor de R$ 1,5 milhão, que sejam comerciais ou zonas rurais ou que ficam fora da região que a pessoa reside ou trabalha.

Essa modalidade acaba atendendo ao mercado de luxo e também investidores, que compram imóveis para alugar ou revender. Através dela, não é possível usar os recursos do FGTS.

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É importante pesquisar as regras de cada sistema (Foto: Shutterstock)

Apesar de existirem regras às quais as pessoas que desejam comprar um imóvel devem se encaixar, é importante lembrar que os recursos oriundos de cada uma faz com que haja diferença e vantagens e desvantagens entre elas.

O SFH utiliza recursos mais baratos e que são mais baratos para o banco que pega o dinheiro emprestado, enquanto no SFI, os recursos são mais caros. E isso acaba influenciando nas taxas de juros dos financiamentos.

“No SFH, os recursos vêm da poupança e do FGTS, que são fontes mais baratas, fazendo com que as taxas de juros acabem sendo mais em conta. Por outro lado, o SFI conta com recursos de operações de mercado de capitais, que são mais caros e acabam gerando uma taxa de juros sempre mais alta do que o SFH”, ressalta Celso Petrucci, economista-chefe do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP).

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