20/03/2009

Shoppings valorizam imóveis em até 40%

Fonte: Jornal da Tarde

Shoppings podem repaginar para melhor os arredores e até mudar o perfil do bairro

Projeto do Shopping Vila Olímpia: empreendimento que deve atrair novos lançamentos residenciais para bairro tradicionalmente comercial

O mercado aposta: ainda há espaço para empreendimentos de shoppings centers na cidade. E, mesmo em um cenário de crise econômica, o momento pode ser até de diminuição de ritmo, mas não de corte de investimentos e paralisação de obras. Afinal, os centros comerciais, dizem especialistas, são um dos principais fatores de valorização de imóveis.

“Shoppings, um ao lado do outro, não são, necessariamente, concorrentes porque possuem públicos diferentes”, diz Mirella Parpinelle, diretora-geral de atendimento da imobiliária Lopes. “São Paulo, a exemplo de Nova York, é dinâmica e multifacetada em termos de renda, o que facilita a criação de novos empreendimentos”, completa Filipe Vasconcelos, diretor da JHSF Shoppings.

Com esses novos centros de compras, pontua Mirella, toda região cresce. “Um exemplo é o Shopping Iguatemi, no Jardim Paulista. Na época, tivemos um lançamento da região cujas unidades valorizaram 50% e teve grande demanda. Shopping é sinônimo de segurança, e as pessoas desejam morar ao lado dele assim como de um parque, com infraestrutura e lazer.”

Quando o shopping está situado próximo a parques e estações de Metrô, a valorização é ainda maior. “Eles trazem pessoas para a região. É um polo de atração. Moema se valorizou em parte pelo Shopping Ibirapuera. O preço de algumas unidades valorizaram 40% por causa do parque e por estarem situadas perto do shopping.”

Mirella acredita que um shopping center pode até mesmo ajudar a transformar o perfil do bairro. “O Shopping Vila Olímpia pode tornar o bairro mais residencial. Já o Shopping Metrô Vila Madalena irá agregar um perfil comercial ao residencial, cultural e de vida noturna da região.”

Fora dos projetos em zonas valorizadas, Mirella vê maior possibilidade de crescimento na Mooca. “Temos um empreendimento que vendemos em cima da futura valorização com a expansão do Metrô. Tem unidades maiores do que a média da região e já está 70% vendido. Quando compramos o terreno, havia apenas galpões na região. Hoje, há áreas que já estão sendo verticalizadas, próximas ao futuro shopping no bairro.”

O início das obras desses empreendimentos deve impulsionar ainda mais a valorização dos imóveis no entorno no segundo semestre. “A tabela do pré-lançamento muda conforme o desenvolvimento da região.”

Em bairros como Tucuruvi, os shoppings podem enfatizar características. “O bairro já tem tradição de abrigar grandes famílias e ser residencial. Um centro comercial é valorizado por esses moradores e significa momentos de lazer”, diz Vasconcelos.

PROJETOS:
SHOPPING VILA OLÍMPIA
Com previsão de inauguração em novembro, terá 204 lojas, sendo quatro âncoras, cinemas de última geração com nove salas, teatro de 1,1 mil m2, centro gastronômico com fast food e restaurantes especializados, além de cinco pavimentos de estacionamento

SHOPPING MOOCA
Em um terreno de 112 mil m2, terá oito lojas âncoras, seis megalojas, 150 lojas satélites e estrutura de lazer com boliche, games, salas de cinema e área de lazer. O estacionamento irá abrigar 2 mil vagas e a inauguração está prevista para 2010

JK IGUATEMI SHOPPING
Com lojas de grifes, estacionamento privativo, salas de cinema e teatro, exposições e espetáculos, está previsto para ser inaugurado em outubro de 2010 e será ligado a um edifício comercial com 2,75 mil m2 de área útil, centro de convenções para 300 pessoas e auditório com 270 vagas

SHOPPING METRÔ TUCURUVI
Serão cerca de 200 lojas distribuídas em quatro pisos, além de salas de cinema e 1,13 mil vagas de estacionamento, sendo um piso descoberto e três pisos de garagem cobertos. Está previsto para ser inaugurado no segundo semestre de 2010

SHOPPING METRÔ VILA MADALENA
Em um terreno de 3,8 mil m2 acima da estação de Metrô Vila Madalena e um terminal de ônibus, na esquina da Avenida Heitor Penteado com a Rua Marinho Falcão, terá cinco pavimentos e três subsolos. São 23 mil m2 de área construída. O projeto prevê praça cultural no 3º piso e inauguração em 2011

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