30/10/2006

Síndico faz obras sem rateio de condomínio

Fonte: O Estado de S. Paulo

Pintura da fachada de 6 prédios e troca de 2 elevadores foram feitos com dinheiro do caixa

Ernesto Rodrigues/AEMoraes: espaço criado para moradores de terceira idade bonito e confortável

É possível pintar o prédio e até mesmo reformar elevadores sem fazer rateio no condomínio? O síndico de um conjunto de seis edifícios na Vila Mariana, Eliseu Moraes provou que sim.

À frente do segundo mandato, ele conta que ajustou as contas nos primeiros dois anos, reduziu custos e o números de funcionários e realizou as obras mais urgentes como trocar os canos enferrujados das colunas de água pelos de cobre, que duram muito mais.

Moraes conta que o segredo para conseguir fazer as obras necessárias e de segurança é, primeiro, preciso gostar do que se faz. “A receita também é não tentar arrumar a própria vida. É importante que o síndico entende um pouco da manutenção e do funcionamento do prédio”, diz.

Pesquisar preços e fazer pelo menos três orçamentos é fundamental, na avaliação do síndico. Ele gastou R$ 150 mil na pintura dos seis prédios, que têm entre 17 e 22 andares, isto incluindo a mão de obra feita sem o rateio.

Antes e depois da reforma do elevador: obra sem dividir despesas e decorada pelo próprio síndico

Barganhar também é vital. Quando foi decidido que era preciso socorrer os elevadores por causa do movimento elevado dos moradores pessoas, o síndico fez uma lista de todos os problemas apresentado e foi negociar com o fabricante Schindler. “Queriam trocar a marca, mas aí não teríamos manutenção com peças originais, o que não é seguro”, conta. “Almocei várias vezes com o gerente da empresa, visitamos a fábrica e depois de conseguir fechar o preço da reforma dos elevadores fizemos uma consulta na assembléia de moradores que aprovaram.” A reforma dos 2 primeiros elevadores foi paga com o dinheiro do caixa do condomínio. Os outros 10 serão pagos por todos os moradores em parcelas de R$ 29,51 cada em 36 parcelas.

Outro segredo é ter um quadro de funcionários enxuto, que faça as manutenções e tratado com atenção. “Tenho um administrador, uma secretária, um zelador. Ao todo são 15 funcionários diretos e 20 terceirizados na portaria e faxina”, afirma. “Uma empresa faz a parte jurídica e outra a contabilidade, tudo a preço justo.” Moraes se preocupa com a prestação de contas feita com auxílio do computador. “Esclareço cada centavo gasto. Tudo passa pelo banco.” Terceira idade – Morador do condomínio há 21 anos, Moraes criou um espaço para reuniu a terceira idade que gosta de passar as tardes conversando e jogando cartas. “Colocamos sofás, quadros e uma mesa para jogos. É um espaço aconchegante para os moradores da terceira idade que se arrumam para encontrar os amigos ali.” Ele trabalho hoje na fase que chama de embelezamento. Está pintado o saguão e faz a decoração dos elevadores reformados.

No condomínio em que a taxa custa a partir de R$ 110 para quitinetes, o síndico não quer falar de aumento. “Queria ate baixar o preço do condomínio mas o pessoal preferiu continuar com o valor atual e com as obras sem rateio.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.