07/06/2010

Sobe 61% o volume de recursos do Fundo usado para abater prestações

É cada vez maior o número de mutuários que estão descobrindo que é possível sacar dinheiro do Fundo para pagar parte do financiamento

(Foto: Divulgação)
É possível resgatar o FGTS para pagar parte das prestações do financiamento (Foto: Divulgação)

É cada vez maior o número de mutuários que estão descobrindo a possibilidade de sacar o dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para pagar parte das prestações do financiamento da casa própria. Prova disso é que, apenas no primeiro trimestre deste ano, o volume de recursos do Fundo sacado para reduzir o valor das prestações aumentou 61% em relação ao mesmo período de 2009. O número de saques feitos com o mesmo objetivo, por sua vez, registrou alta de 43,9%.

São aumentos que já superam os da tradicional retirada para cobrir a entrada ou reduzir o valor financiado no momento da compra do imóvel. Nesse caso, de janeiro a março deste ano, os saques registraram uma alta de 20,6% e o volume sacado aumentou 23,2%, na comparação com o mesmo período de 2009.

Na prática, as retiradas do Fundo para pagar parte das prestações começaram a aumentar consideravelmente em 2008, quando entraram em vigor as novas regras para o FGTS. Antes, o saque para este fim estava restrito a mutuários classificados em três faixas de renda, que tinham direito a percentuais diferentes de abatimento (40%, 60% e 80%). Com a mudança, a divisão por faixas foi extinta e, para todos, foi estipulado o limite de 80% do valor da prestação.

A partir de então, os mutuários com até três prestações em atraso também passaram a ter acesso ao Fundo para abatimento das parcelas. Antes, era preciso estar rigorosamente em dia com as prestações. As novas regras valem para operações feitas a partir de 1 de janeiro de 2008.

Para o vice-presidente de fundos e loterias da Caixa Econômica Federal, Wellington Moreira Franco, a boa fase da economia brasileira ficou mais evidente a partir do primeiro trimestre do ano, com a expansão do mercado de trabalho. Desta forma, os trabalhadores se sentem mais seguros para assumir dívidas de longo prazo, como é o caso da compra da casa própria:

“Há uma conjunção de fatores, como a desburocratização do crédito e o aumento da oferta pela construção civil, que atuaram juntos para compor esse cenário de otimismo. O mercado assiste ainda à entrada de uma nova classe média no mercado de consumo, impulsionada, principalmente pelo Minha Casa, Minha Vida.”

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