14/05/2012

Sobras de madeira surgem com potencial energético

Sobras de madeira surgem com potencial energético

Fonte: Revista do ZAP

Podem ser aproveitadas a madeira desperdiçada nas florestas (a não utilizada na indústria de serralheria e modulados) e também as sobras das indústrias moveleiras

Da sobra da madeira nas florestas e na indústria moveleira está surgindo uma nova alternativa de fonte renovável de energia. Bastante difundidos na Europa, os pellets (pequenos cilindros de madeira compactada) podem ser produzidos e consumidos em grande quantidade no Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul, onde há 250 mil hectares de pinus plantados.

Divulgação

Pellets são pequenos cilindros de madeira compactada


Durante a 4ª Feira da Floresta, que se encerrou na sexta-feira, 11 de maio de 2012, em Gramado, na Serra Gaúcha, o assunto ganhou evidência com números que revelam o quanto o mercado nacional é pouco explorado. Calcula-se que 30% da madeira produzida em florestas de pinus e eucaliptos não tem nenhuma finalidade.

Além do que vai para serrarias e indústrias de compensados, o restante é atualmente ignorado pela indústria. E são essas sobras apontadas como matéria-prima para geração de energia.

“A Europa consumiu 13 milhões de toneladas de pellets em 2011 e a estimativa é de que essa demanda chegue a 100 milhões de toneladas em 2050, mostrando que há um mercado a ser explorado”, explica o engenheiro químico coordenador do seminário Biomassa Florestal e Energia, Luiz Elody Sobreiro.

Para atender a esse novo nicho, o Rio Grande do Sul sai na frente no cenário nacional. Em Farroupilha, também no estado gaúcho,uma indústria de madeira percebeu o potencial do material desperdiçado no corte de painéis e apostou num investimento de R$ 1 milhão para reciclar os resíduos.

Desde o início do ano, a pioneira no Rio Grande do Sul em pellets produz em torno de12 toneladas ao dia do combustível sustentável. “Ainda falta difundir o conhecimento sobre os pellets, que têm um potencial energético muito bom”, explica a gerente comercial da Piomade, Fabiane Piovesan.

Feitos 100% de madeira compactada, os pellets são mais densos e podem ser queimados em caldeiras de lenha, cavacos e óleo combustível com pequenas adaptações. Na Serra Gaúcha, hotéis e residências estão comprando os pellets de Farroupilha como matéria-prima para o aquecimento.


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