06/07/2009

Soluções para lares de verdade

Fonte: O Estado de S. Paulo

Dos ambientes de sonho da Casa Cor saem boas dicas para deixar casas reais mais bonitas e funcionais

A Casa Cor não é feita só de ambientes de sonho que parecem feitos para capas de revista ou só para os mais abastados. Além de exercitar sua criatividade e apresentar tendências, os arquitetos e decoradores que participam do evento dão boas dicas sobre o que pode ser usado em casas de verdade. A equipe do Casa& selecionou algumas dessas ideias que poderiam ser aproveitadas do modo como foram propostas na mostra ou com algumas adaptações.

No Loft criado por Toninho Noronha, uma bancada de granito preto jateado vai de ponta a ponta do ambiente: no living, serve de apoio para objetos e abriga a lareira; na cozinha, além de embutir a pia, pode ser usada no preparo dos alimentos. Em outro balcão da mesma pedra fica o fogão. “A diferença é que, em uma cozinha de verdade, a bancada teria mais nichos para armários e a pedra seria impermeabilizada”, diz Toninho.

Helena Viscomi levou o verde, propriamente dito, para dentro de seu Loft Sustentável, em um jardim vertical. Ideia que pode ser usada, por exemplo, na varanda do apartamento, mesmo que em menor proporção.

Criado para a praia, o Bangalô de Dado Castello Branco deixa a luz natural e o vento entrarem pelos brises de madeira. Graças a esse recurso, usado também para separar ambientes, o lugar é sempre bem ventilado.

Se a proposta é otimizar o espaço, nichos na parede podem acomodar até uma bicicleta, como fez Fernando Piva no Apartamento do Solteiro. O nicho perto do hall não interfere no belo ambiente e é funcional.

Na iluminada Cozinha Gourmet de Mari Ani Oglouyan e Rubens Ascoli Brandão as refeições são mais saborosas com a mesa voltada para um painel de pastilhas Vidrotil em releitura de uma tapeçaria de Burle Marx. Segundo Mari, em casa ou no apartamento a mesma sensação de estar ao ar livre pode ser obtida se o espaço de refeições ficar perto do jardim ou da varanda.

Paulo Gazola optou por material pouco convencional e deixou a Floricultura com visual único. No teto, cabos de vassoura e, em uma das paredes, papel reciclado bruto. “Ia usar bambu no teto, mas ficou muito caro; então tive a ideia de usar cabos de vassoura. Deu certo” Os cabos foram encaixados em uma estrutura de MDF e não receberam nenhum tratamento. “Podem ser usados em qualquer ambiente da casa, desde que se queira um clima mais informal”, diz.

Ao contrário de Gazola, Viviane Dinamarco usou material bem conhecido, mas de modo pouco comum, na Sala de Estudo. O tradicional quadro-negro ocupa uma parede inteira e a mesa é toda de lousa branca, bem prática para animados estudos em grupo. Até a lixeira ficou divertida, substituída pela cesta de basquete.

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