29/11/2006

Sotheby”s vende imóveis de alto luxo no Brasil

Fonte: O Estado de S. Paulo

Tradicional casa de leilões americana estréia no País oferecendo a casa de um famoso arquiteto italiano na Bahia por US$ 1 milhão

Há pouco mais de um mês, um arquiteto italiano que vive em Nova York procurou o escritório americano da Sotheby”s para ajudá-lo a vender sua mansão no litoral da Bahia. O imóvel – à venda por US$ 1 milhão – é o primeiro do portfólio da filial da Sotheby”s no Brasil, que será inaugurada hoje.

Os milionários brasileiros provavelmente ainda não sabem que a casa está à venda. Até agora, só apareceram propostas de compra de alguns estrangeiros, acostumados a freqüentar o site da imobiliária. “Essa casa foi um ensaio. Com o tempo, queremos vender não só o Brasil para estrangeiros, mas também oferecer imóveis aqui e lá fora para os clientes locais”, diz Carlos Carboni, presidente da Brasil Sotheby”s.

A imobiliária que nasceu dentro da tradicional casa de leilões americana Sotheby”s há pouco mais de trinta anos é especializada em vender imóveis de altíssimo padrão, em geral a terceira ou a quarta casa do comprador.

Mais do que a cifra, o que faz uma casa entrar nas graças da imobiliária é o seu charme. “Nós rejeitamos muito mais casas do que oferecemos”, diz Peter Turtzo, vice-presidente de afiliadas da Sotheby”s International Realty, que veio ao Brasil para a inauguração do escritório. “Há um critério rígido de seleção para que um imóvel ganhe o selo Sotheby”s.”

O ponto alto da casa do Brasil, por exemplo, é pertencer a um famoso arquiteto italiano e ainda ficar num terreno de 13 mil m2 entre o mar e a lagoa. “O que faz a diferença são os detalhes, coisas como uma vista espetacular ou adegas separadas – uma para vinhos do dia-a-dia e outra para vinhos especiais”, diz Marcos Velleti, um dos sócios da filial brasileira.

No mundo, uma casa vendida pela grife Sotheby”s custa, em média, US$ 1,4 milhão. Um dos imóveis mais caros que já passaram pelas mãos da imobiliária até hoje foi a mansão de Miami do estilista Gianni Versace. Quem levou, pagou US$ 19 milhões, segundo Turtzo.

Consultoria

Os sócios brasileiros vão investir US$ 5 milhões para montar a operação local. O valor inclui a licença de uso da marca Sotheby”s no País. Além de intermediar a compra e venda de imóveis, a Sotheby”s também vai dar consultoria para projetos imobiliários de terceiros.

A idéia é que ela use todo o seu conhecimento do estilo de vida desse cliente endinheirado e sofisticado para ajudar na elaboração de projetos charmosos. Os sócios dizem que já têm dois contratos do gênero assinados – um em São Paulo e outro no Nordeste. Trata-se de condomínios de luxo com campos de golfe.

O Brasil faz parte um projeto maior de expansão do grupo. Há quatro anos, a empresa começou a fechar os primeiros contratos de licenciamento. A Sotheby”s hoje tem 340 escritórios em 37 países. O Brasil é o primeiro país da América Latina a fazer parte do grupo. A empresa planeja abrir filiais na Argentina, Chile e Uruguai.

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