30/11/2010

SP: menor número de ações de despejo do ano

Fonte: Jornal da Tarde
Montante ajuizado em outubro é o menor desde janeiro de 2010(Foto: Divulgação)
Montante ajuizado em outubro é o menor desde janeiro de 2010 (Foto: Divulgação)

O total de ações de despejo impetradas na capital paulista contra inquilinos devedores apresentou em outubro a terceira baixa mensal consecutiva, atingindo o menor patamar dos últimos nove meses. Um levantamento divulgado mês a mês pela administradora de condomínios Hubert, com dados do Fórum de Justiça de São Paulo, mostra que as ações de despejo por falta de pagamento caíram 18,53% em relação a setembro.

No mês passado, foram ingressadas, ao todo, 1.051 ações de despejo, contra 1.290 procedimentos impetrados no mês anterior. O montante ajuizado em outubro é o menor desde janeiro de 2010, quando foram ingressadas 1.042 ações desse tipo.

Desde abril, quando o número de pedidos de despejo chegou a 1.699, o maior nível desde setembro de 2009, essa categoria de procedimento judicial apresenta movimento de baixa na capital paulista. A única exceção no período, avaliada como atípica pelos coordenadores da pesquisa, foi julho, quando foram ajuizadas 1.444 ações. Na avaliação do diretor da administradora de condomínios, Hubert Gebara, a queda era esperada dentro do quadro de baixas. “O quadro sinaliza que, embora aquecido, o segmento de locação não está induzindo proprietários à troca de inquilinos, visando aluguéis mais altos”, explicou.

De acordo com ele, a queda no total de pedidos de despejo acompanha o recuo em outubro do número de ações de cobrança ajuizado no Fórum de São Paulo. Segundo dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), o volume de procedimentos contra inquilinos inadimplentes recuou 33,2% no mês passado ante setembro, a maior queda registrada desde janeiro de 2010, quando a baixa foi de 43,07%. O forte recuo é influenciado por resultado observado em setembro, quando o total de ações de cobrança atingiu o maior nível desde dezembro de 2007.

Hubert observa, contudo, que o patamar elevado não teve reflexos no número de procedimentos de despejo, que naquele mês teve baixa de 12,42% ante agosto.

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