26/06/2012

Substituição da lâmpada incandescente no Brasil começa em 30 de junho de 2012

Substituição da lâmpada incandescente no Brasil começa em 30 de junho de 2012

Fonte: Revista do ZAP

Cerca de 50% das residências ainda usam este tipo de lâmpada. Retirada do mercado pode gerar economia de 10 milhões MWH/ano

Começa nesta semana as novas regras para retirada do mercado brasileiro das lâmpadas incandescentes, que atualmente são responsáveis pela iluminação de cerca da metade das residências brasileiras. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, de 30 de junho de 2012 a 30 de junho de 2016, a saída das incandescentes do mercado deve afetar direta e positivamente o meio ambiente e a vida dos brasileiros. As opções substitutas são mais econômicas e, devido à maior durabilidade, gerarão menos resíduos, sendo bom não apenas para o bolso do consumidor, mas também para o planeta.

“As lâmpadas incandescentes, que consomem 10% da energia para gerar luz, desperdiçando os 90% restante para geração de calor, não atendem mais as demandas por eficiência e durabilidade, tanto que muitos países já a baniram do mercado”, explica o diretor da Divisão de LED da Lâmpadas Golden, Ricardo Cricci.

A substituição, porém, não extinguirá as opções para troca, nem obrigará o consumidor a pagar mais caro sem retorno financeiro. Hoje, há alternativas mais econômicas e eficientes que as incandescentes. As mais comuns são as fluorescentes compactas, capazes de economizar até 80% de energia e que podem ser colocadas no mesmo soquete das anteriores.

Além delas, também há como opção as halógenas e o Ligh Emiting Diodes (LED), que apesar de um preço mais elevado, produzem maior quantidade de luz consumindo menos energia. Ou seja, gasta-se um pouco mais quando compra, mas economiza na hora de pagar a conta de luz e se tem um produto que dura por bastante tempo, evitando a recompra num curto espaço de tempo.

A tendência de consumo aponta favoravelmente para as fontes eficientes, com baixo índice de metais pesados, de longa duração e de Índice de Reprodução de Cor (IRC) elevado. Neste aspecto, o LED destaca-se como uma das melhores alternativas disponíveis no mercado. Com vida útil que pode chegar a 25 mil horas e baixo consumo de energia, ele é a coqueluche do momento.

Segundo Cricci, daqui quatro anos os investimentos na tecnologia LED devem representar 50% do consumo total de lâmpada no país. “Esta tendência tem motivado a diversificação da oferta de produtos ligados ao mercado sustentável, forçando uma verdadeira revolução no portfólio de fabricantes de lâmpadas”, diz.

Ao mesmo tempo em que o aumento do poder de compra do brasileiro permite o acesso a produtos antes inacessíveis, no quesito lâmpada a atitude vem mudando desde o apagão de 2001. Decorridos 11 anos da entrada das lâmpadas fluorescentes compactas, elas atualmente representam cerca de 200 milhões de unidades vendidas o que, segundo Cricci, um índice muito pequeno quando comparado ao tamanho do mercado, visto que a lâmpada incandescente ainda é responsável por aproximadamente 50% da iluminação residencial no Brasil. Segundo ele, o Brasil ainda tem muito a avançar em eficiência energética no quesito iluminação.

Com a legislação que prevê a retirada gradual destas lâmpadas, este se apresenta como um mercado promissor para as empresas de iluminação. Segundo técnicos do Ministério das Minas e Energia, só a substituição de lâmpadas por modelos mais econômicos geraria ao país uma economia de 10 milhões MWH/ano até 2030.



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