14/09/2007

Tão perto que parece um `bairro´

Fonte: Jornal da Tarde

Vizinha à Capital, São Bernardo é uma opção econômica de moradia

Robson Fernandjes/AEZap o especialista em imóveisVista do Paço Municipal de São Bernardo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em cenário no qual as rodovias Anchieta e Imigrantes parecem mais dois largos e extensos corredores de trânsito e a distância – apenas 19 km – e os limites territoriais com a Capital passam despercebidos tamanha a proximidade e facilidade de acesso, não seria exagero afirmar que a cidade de São Bernardo do Campo, na região do ABCD Paulista, é praticamente um ‘bairro’ de São Paulo.

Pelo menos é assim que o mercado imobiliário e a própria administração da cidade vêem a relação entre as capitais do Automóvel e do Estado. “Não existe uma divisão física entre as duas cidades. Entendemos São Bernardo como uma extensão natural de São Paulo. Ela poderia ser considerada um subdistrito da Capital”, afirma o diretor geral de incorporação da Cyrela, Ubirajara Pessotto. “A distância é tão pequena que passa essa impressão”, concorda o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo da cidade, Fernando Longo.

Seria então um ‘bairro’ com cerca de 400 km² e aproximadamente 800 mil habitantes que está subdividido em muitos outros bairros. Alguns deles menos desenvolvidos, com favelas em seus morros, e outros promissores, que já foram ‘adotados’ pelas incorporadoras e construtoras. É o caso dos bairros Rudge Ramos, que faz divisa com a Zona Sul de São Paulo, Assunção, Demarchi e Vila Marlene, onde a construtora M Bigucci, a maior da cidade, concentra quatro dos seus cinco plantões de vendas no município.

“São mais de 200 unidades em bairros bem valorizados na cidade e com ótima infra-estrutura”, afirma o diretor de vendas da empresa, Robson Toneto. Os preços, conta ele, variam entre R$ 100 mil e R$ 350 mil, conforme o perfil dos empreendimentos, que se dividem em compactos, para casais novos, e condomínios clubes, voltados para famílias maiores.

Na média, afirma o presidente da construtora e também da Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC (ACIGABC), Milton Bigucci, os lançamentos de São Bernardo custam cerca de15% a menos do que os da Capital. “Os terrenos na cidade valorizaram muito nos últimos anos, mas ainda assim conseguimos vender os imóveis mais barato que na Capital, se compararmos produtos iguais.”

Segundo ele, o encarecimento dos lotes tem inviabilizado, por exemplo, a construção do condomínios horizontais, muito presentes no mercado local há 20 anos. “Àquela época, tinha muita terra. Hoje já está mais difícil encontrar grandes áreas. A tendência normal é verticalizar mesmo”, diz.

Mas para quem ainda preza o espaço e o conforto de uma casa, conta a gerente de vendas da imobiliária Pinotti, Diva Fontini, as boas opções da cidade concentram-se na região central.

 

 

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