22/07/2007

Tapetes saem da tela para o chão

Fonte: O Globo

Serviço de criação de modelos pelo computador facilita a
escolha da peça mais apropriada à decoração do ambiente

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisHome-theater – Assinado por Marisa Magrani, com tapete de fibra e com modelo digital

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O tapete foi escolhido a dedo, com cores exclusivas, desenhos personalizados e material suave ao toque. Parece perfeito para um determinado ambiente. Mas, depois de instalado… constata-se ele que não tem nada a ver com o espaço. Essa situação, contam arquitetos, é mais comum do que se imagina.

Para contornar as dificuldades, a tradicionalíssima Casa Julio criou o “Tapete digital”, um produto que se vale da tecnologia e oferece uma novidade à praça: um decorador da loja vai até a casa do cliente, fotografa o cômodo, joga a imagem no laptop e, na mesma hora, lhe apresenta sugestões de tapetes para o ambiente.

Peças de náilon, de dez a 70 milímetros

Fundada em 1937 por Julio e Anna Szalay — ela era tapeceira na Iugoslávia — a empresa, que tem três lojas no Rio (duas na Barra e uma no Leblon) mais uma vez dá sinais de modernização. À escolha do freguês, são 150 desenhos e 90 cores, sem falar na infinidade de materiais, entre eles, náilon, algodão, sedas, sintéticos e couros, que podem ou não ser serigrafados.

Para os modelos em náilon há, ainda, várias texturas e níveis, que podem variar de dez a 70 milímetros. A empresa, especializada na venda de tapetes persas e orientais, também oferece os “orientais modernos”, feitos por aqui mesmo, com estampas que remetem aos originais.

— Desenvolvemos esse serviço para vencer a insegurança de muitos clientes e e até evitar a decepção com um tapete que não combinaria com o espaço para o qual foi comprado. Um profissional de decoração consegue visualizar como ficará o ambiente com o tapete depois de pronto, mas quem é leigo nem sempre tem essa facilidade — diz Julio Szalay Filho, atualmente à frente da empresa.

Divulgação Zap o especialista em imóveis
Divulgação Zap o especialista em imóveisSala de um cliente (com e sem o tapete criado digitalmente): feito à mão de chenile cotelê a peça saiu a R$ 6.615

 

O empresário conta que vem recebendo encomendas até de outros estados:

— A pessoa manda a foto do ambiente via e-mail, informando até quanto pretende gastar. Então, mandamos sugestões de modelos, até chegar ao ideal para ela.

Entre os profissionais do setor que já utilizam o “Tapete digital” está a arquiteta e designer Marisa Magrani:

— O serviço dá ao comprador a chance de criar seu próprio tapete, vendo como ficará no ambiente. E é muito mais prático fazer o teste virtual do que qualquer outra coisa: já tive que mobilizar minha equipe para levantar cinco vezes uma mesa de jantar de mármore de 2,40 metros de comprimento, para testar diferentes tapetes na casa de uma cliente.

Metro quadrado entre R$200 e R$5 mil

O serviço, que já foi patenteado pela Casa Julio, é gratuito. O cliente paga pelo tapete que comprar. O valor das peças varia entre os R$200 do metro quadrado de uma unidade de náilon mais simples e os R$5 mil do metro quadrado de um legítimo persa. O modelo da foto principal desta página, fabricado em náilon omã, sai por R$3.562,50 (são 7,5 metros quadrados, cada um a R$475).

 

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