05/07/2011

Tapetes têm o poder de transformar ambientes

Fonte: O Globo

Eles ainda não voam, mas se bem usados têm a magia de dar nova cara a cômodos da casa. Especialistas falam sobre novas tendências nesta arte milenar

Tapete usado de maneira discreta no quarto de menino da arquiteta Estela Netto (Foto: Divulgação/Daniel Mansur)
Tapete usado de maneira discreta no quarto de menino da arquiteta Estela Netto (Foto: Divulgação/Daniel Mansur)

Os tapetes não possuem poderes mágicos como nos antigos contos árabes, mas seus encantos ainda podem surpreender. Podem não voar, mas são capazes de transformar ambientes. Aquecem, favorecem a acústica, orientam a circulação, integram os ambientes e personalizam espaços. Mas quais são as tendências atuais desta arte milenar?

No último Salão Internacional de Móveis de Milão, evento que apresenta as últimas novidades da decoração todos os anos, havia apenas três estandes de tapetes. Todos, porém, com a mesma novidade: a fabricação com materiais plásticos, tão resistentes que permitem seu uso até em áreas externas. No Brasil, podem ser encontrados, por exemplo, nos modelos João-de-Barro e Andorinha, na loja Avanti.

A designer Márcia Bergmann divide os tapetes produzidos atualmente em três grupos. Há os gráficos, com imagens geométricos ou que simbolizam elementos da natureza. Existem também os que privilegiam o lado sensorial: sedosos, têm entre 40 e 60 milímetros de espessura. Também há os artesanais, que costumam ser mais neutros.

“Esses são os três grupos principais. Na Alemanha já percebemos o surgimento de uma nova tendência: os tapetes com desenhos desconstruídos. As imagens, de repente, são interrompidas e mais à frente voltam a surgir. Fica lindo”, conta Márcia.

Tapete João-de-Barro da Avanti, feito de filamentos de plástico (Foto: Divulgação/Documennta Comunicação)
Tapete João-de-Barro da Avanti, feito de filamentos de plástico (Foto: Divulgação/Documennta Comunicação)

Para a designer Francesca Alzati, que cria tapetes para a loja By Kamy, atualmente a moda desse acessório está mais voltada para a produção com materiais orgânicos. Algodão, fibra de coco e bananeira, por exemplo. Uma busca da sociedade por objetos menos sintéticos, acredita ela.

“Chama cada vez mais a atenção o uso de fibras ambientalmente corretas. O método usado hoje é aquele usado há centenas de anos, de maneira muito mais orgânica”, revela.

Recentemente, Francesca criou uma linha de tapetes que não é apenas uma peça de decoração, mas, segundo ela, uma maneira de integrar arte moderna e cultura ao ambiente. A designer aconselha moradores a instalarem tapetes em locais que sejam destacados e de forma que as peças delimitem espaços.

“O tapete é como um quadro. Você não coloca várias gravuras na parede sem sentido. É melhor colocar a verdadeira obra de arte e bem localizada. O tapete é como um quadro que fica no chão. Tem um valor inestimável não só como decoração, mas como arte”, afirma.

Para que o tapete caia bem no ambiente, porém, é importante escolher o mais adequado para a situação, aconselha a arquiteta Estela Netto:

“Para os lugares quentes, por exemplo, o ideal é usar tapetes de tecido ou fibra. Já salas de estar pedem um tapete mais seco, com função decorativa e que não tenha fios muito longos, para não atrapalhar a circulação.”

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