21/09/2010

Taxa do condomínio chega a representar mais da metade do preço do aluguel

Fonte: O Globo
(Foto: Divulgação)
Áreas de lazer dos prédios de hoje requerem quadros de funcionários maiores e bem preparados (Foto: Divulgação)

A vida moderna, com todas as suas facilidades, impôs ao carioca uma taxa de condomínio que pesa – e muito – no orçamento. As badaladas áreas de lazer de hoje requerem quadros de funcionários dignos de empresas. A manutenção, claro, também pesa nessa conta, assim como as despesas com segurança. No Flamengo, paga-se de condomínio por um dois-quartos 27% do valor do aluguel. Na Barra, essa proporção é de 24%.

Segundo o vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider, só os custos com a folha de pessoal somam 36% dos gastos de um condomínio. Daí, quanto mais funcionários, maior será o valor a ser pago por mês.

“Tamanha comodidade tem o seu preço e ele influencia diretamente na hora de se alugar ou comprar um imóvel. Por isso, o fato é que as construtoras ampliam o número de unidades de seus empreendimentos também para equilibrar o custeio dessas despesas.”

No Méier e na Tijuca, a proporção do condomínio em relação ao aluguel é ainda maior: 55% e 38%, respectivamente. É que, nesses bairros, menos nobres, o valor da locação é menor, mas os gastos que pesam na taxa de condomínio são os mesmos que os das demais regiões.

“Enquanto o preço do aluguel oscila em função do mercado, os gastos com mão de obra, taxa de administração, água e luz não mudam. São iguais em Ipanema, Botafogo ou Méier”, diz Schneider.

A pesquisa começou a ser feita recentemente pelo Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio) e será apresentada, nestas terça e quarta, na Feira Secovi Rio de Condomínios, no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova.

Vice-presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi) Fernando Schneider destaque que o peso do condomínio era era ainda maior antes do recente boom imobiliário.

“Como os alugueis subiram muito, essa proporção diminuiu.” Uma pesquisa feita por Washington Rodrigues, gerente-geral de Condomínios da administradora Apsa, aponta que, no primeiro semestre deste ano, o valor do condimínio subiu 10% nos bairros da zona Sul. Na Barra da Tijuca, a variação foi de 3,2% e, na zona Norte, de 4%.

“Essas altas podem ser ainda maiores neste segundo semestre porque a data-base para aumento de salários dos funcionários de condomínios é julho e ainda houve acordo. Definido o reajuste, o pagamento terá que ser retroativo”, explica ele.

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1 Comentário

  1. Concordo plenamente com esta pesquisa. Ela só reforça a tese de que se deve procurar um imóvel, seja para locar ou para comprar, de acordo com as suas reais necessidades. Não adianta se iludir com um condomínio onde se tenha pscina, sala de ginástica, sauna, espaço gourmet, etc… se você não costuma usufruir destes diferenciais. Casal sem filhos ou com filhos que estudam em período integral (o que se torna cada vez mais normal) e que nos finais de semana não costumam ficar em casa não precisam de nenhum destes diferenciais, pois não serão de utilidade e com certeza pesarão na taxa condominial. Precisamos ser frios e “calculistas” na hora de comprar/alugar para não nos arrependermos mais tarde. Se o imóvel for para investimento (locação) pior ainda.

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