12/09/2017

Tecnologia é aliada na busca de soluções para cidades que são consideradas do futuro

Saiba como usar e os benefícios que ela pode trazer

Fonte: ZAP em Casa

Tendência para o futuro é que as cidades fiquem mais populosas, o que pode acarretar na piora dos problemas básicos ou o surgimento de novos. Questões básicas, como mobilidade, segurança, habitação, saúde e educação, entre outras, são importantes para o funcionamento de uma cidade e para a sua evolução.

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Porém, muitas ainda buscam a melhoria destes pontos essenciais e a tecnologia pode se tornar uma aliada nesta tarefa. Afinal de contas, para que os centros urbanos sejam considerados como cidades do futuro, eles precisam buscar soluções desde já. Muitos lugares no mundo já trilham esse caminho com mais segurança. No Brasil, apesar dos problemas básicos ainda pesarem na rotina dos grandes centros urbanos, as cidades já despontam como soluções por uma melhor qualidade de vida.

São Paulo
São Paulo (Foto: Shutterstock)

Cada cidade tem mais potencial em uma questão. “Elas são referência em uma ou outra área, mas podem não ser no todo. Elas podem se destacar em um pedaço, como na cultura, na educação ou na saúde, por exemplo”, afirma Clóvis Ultramari, professor arquiteto da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Algumas, no entanto, já seguem um caminho mais avançado e funcionam bem nas questões básicas.

Os grandes centros urbanos mais desenvolvidos assumem desafios mais avançados, já que o essencial já funciona de forma plena. Uma cidade que tem educação, saúde, transporte público, habitação e segurança de qualidade, por exemplo, pode avançar em outras soluções e é quando a tecnologia desponta como aliada. “Elas têm a aplicação de todas as tecnologias tanto no subsolo, como na superfície e na nuvem, como na expressão do computador”, afirma Francisco Cunha, formado em Arquitetura e Urbanismo e sócio da TGI Consultoria em Gestão.

Curitiba
Curitiba (Foto: Shutterstock)

No Brasil, o problema é justo o contrário. Muitas das questões tidas como essenciais ainda precisam ser solucionadas para garantir uma melhor qualidade de vida. “O problema das nossas cidades é que é preciso cuidar do básico e ainda trazer aplicações inovadoras. Ou seja, precisa cuidar das duas coisas ao mesmo tempo”, diz o consultor. Para André Gomyde, presidente da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, uma cidade considerada do futuro vai fazer uso da tecnologia, porém sem deixar de ser humana. “A cidade precisa ser independente e se organizar para que a população tenha acesso às informações, caso contrário vai acabar ficando nas mãos das grandes empresas”.

No Brasil

Cidades brasileiras já trilham o caminho do futuro. Ranking anual da Connected Smart Cities, elaborado pela Urban Systems e divulgado no fim de junho, aponta as cidades mais inteligentes e conectadas. “Foram avaliados 11 eixos, que se desdobram em 70 indicadores. Daí há uma média ponderada para pontuar cada eixo”, explica Thomaz Assunção, presidente da Urban Systems. Segundo ele, o conceito de cidade inteligente traz o olhar da sustentabilidade econômica e do desenvolvimento. “A conectividade está entre os indicadores e a tecnologia deve ser usada para fazer uma gestão mais adequada para sustentabilidade e qualidade de vida”, conclui.

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (Foto: Shutterstock)

Na lista, São Paulo manteve a primeira colocação. Curitiba, no Paraná, apareceu em segundo lugar, trocando de posição com o Rio de Janeiro, que agora passou a ser a terceira colocada. Belo Horizonte, em Minas Gerais, e Vitória, no Espírito Santo, completam o ranking das cinco primeiras colocadas. Entre as 10 mais bem colocadas, além da capital, outras duas cidades do interior de São Paulo melhoraram suas qualificações e entraram no ranking entre as tops. Confira as 10 cidades mais conectadas.

(Foto: Noelly Capovilla/ZAP em Casa

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