30/10/2006

Tempo de locação diminui na capital

Fonte: O Estado de S. Paulo

O tempo médio para alugar, no primeiro trimestre deste ano, foi de um dia a menos em comparação ao período em 2004

Sebastião Moreira/AEAtrasos – O balanço aponta também um aumento na quantidade de inquilinos que atrasam o pagamento da locação de casa na capital

Os imóveis foram locados de maneira mais rápida na capital paulista nos três primeiros meses deste ano. Dados do último trimestre de 2004 mostram que um imóvel demorava em média 42 dias para ser alugado. Cinco dias a mais se comparamos o período com os três primeiros meses do ano passado.

A locação demorava, em média, 37 dias entre janeiro e março de 2005 e 38 no mesmo período em 2004.

Segundo o consultor Cicero Liberal Yagi, responsável pelo balanço de mercado imobiliário do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), mesmo com a diferença bem pequena entre os anos – apenas um dia –, já é sinal de uma tendência, com perspectiva de evolução. O vice-presidente de Locação do Secovi, José Roberto Saldanha Federighi, credita ao escoamento mais veloz a rotatividade e dinâmica do mercado, e as melhores condições dos imóveis.

Para Yagi, os resultados obtidos no Índice de Velocidade de Locação (IVL) deste ano, são positivos, pois representam aquecimento da demanda e ainda atingem o período de vacância.

Neste aspecto, o trimestre deste ano foi melhor a algumas modalidades de residências. As casas com um dormitório e dois cômodos, por exemplo, estão menos vagas em relação a janeiro e março de 2004. Por outro lado, os negócios com casas ou apartamentos de quatro dormitórios não se concretizaram. De acordo com o balanço 37% dos apartamentos com 4 quartos estiveram vagos no primeiro trimestre deste ano, ante 34,9% no ano passado. As casas e sobrados, também de 4 dormitórios, atingiram 36% de vacância em 2005 e 26,7% em 2004.

O balanço aponta também um aumento na quantidade de inquilinos que atrasam o pagamento da locação de casas. Em residências de um dormitório com 2 cômodos, por exemplo, houve acréscimo de 1,2%. De janeiro a março, 16,9% foram impontuais – demoram, no máximo, 60 dias para pagar o aluguel.

Diferente, os locatários de apartamentos de quatro dormitórios estão mais pontuais. Neste primeiro trimestre 2,5% atrasaram, ante 6,2% no ano passado.

A mesma projeção ocorre com a inadimplência, ou seja, atrasos superior a 60 dias. Porém, não apenas com os moradores de casas. Os inquilinos de apartamentos também estão em débito. Principalmente os que moram nos bens de um e dois quartos.

Respectivamente passaram de 2,6% e 3,8% para 3% e 4,2%.
Segundo o consultor Yagi, o atraso está ligado ao aumento dos condomínios superior a renda dos moradores.

Conservação 

As casas estão melhor conservadas que os apartamentos. E a melhoria do imóvel aumenta de acordo com a quantidade de quartos. Quanto mais, melhor.

Segundo a pesquisa, as imobiliárias têm 90% das casas com 4 dormitórios em bom estado de conservação. Cai para 48% as de um dormitório e dois cômodos.

Com os apartamentos não há muita diferença. A quitinete é que teve o pior índice: apenas metade encontra-se bem conservada. Os apartamentos de quatro quartos atingem 92%.
 

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