06/10/2009

Toque pessoal: proprietários criam ambientes personalizados

O chef Manuel Coelho resolveu seu problema ao desenhar ele mesmo sua cozinha

"A cozinha é como se fosse minha sala de visitas", diz o chef (Foto: Zeca Witnner/AE)
"A cozinha é como se fosse minha sala de visitas", diz o chef (Foto: Zeca Witnner/AE)

Mesmo depois de visitar cinco lojas de armários planejados, o chef Manuel Coelho, dono do restaurante Oggi Cucina & Vino e do Quartier Latin, casa de eventos gastronômicos, não encontrou exatamente o que queria. A solução foi ele mesmo criar o layout da cozinha de seu apartamento, no Morumbi.

“Adoro fazer pratos nos fins de semana e reunir os amigos. É gostoso quando todo mundo participa, mete o bedelho nas panelas”, brinca o paulistano de 41 anos. Não é surpresa, portanto, que o ambiente seja integrado ao living e que a mesa de refeições fique na frente do balcão que delimita as duas áreas. “A cozinha é como se fosse minha sala de visitas”, conta Manuel. “O ato de preparar alimentos é uma demonstração de carinho.”

Em 12 m² de área útil, o chef criou um local à altura de sua paixão pela gastronomia. O marceneiro que contratou fez os armários de carvalho americano com puxadores embutidos de alumínio (Marcenaria Silvestre). “Queria decidir o tamanho das divisões e não me adaptar a módulos pré-fabricados”, explica o chef.

Para acomodar pratos, talheres e panelas, ele optou por gavetões deslizantes com sistema de rodízio. “Eles são funcionais e suportam bem o peso dos utensílios”, afirma. Na parede oposta à bancada de granito preto, a composição de nichos e armários também foi idealizada pelo gourmet, que instalou o forno elétrico GE acima do micro-ondas, a uma altura em que pode usá-lo com facilidade, já que Manuel tem 1,88 m.

“Foi difícil pensar em todos os detalhes e ir atrás de materiais e acessórios. Além disso, fizemos algumas mudanças ao longo do processo. Entre a primeira conversa com o marceneiro e a finalização da obra foram quatro meses.

Em compensação, o resultado foi um trabalho com personalidade”, diz o chef, que combinou o carvalho dos armários com eletrodomésticos de inox e piso de porcelanato branco.

Alguns acessórios se destacam no ambiente, como a torneira Perflex – com sistema de ducha e mangueira flexível – e o processador Thermomix, da Vorwerk. “Faço todo tipo de comida com ele, de purê de batata a massa de pão”, conta Manuel, que comprou o aparelho em Portugal. Para dar um toque vibrante, caçarola de ferro esmaltado (La Grande Maison) e a luva de silicone (M. Dragonetti) da cor laranja. O ratinho Rémy, do filme Ratatouille, foi comprado pelo irmão de Manuel na França, e “supervisiona” a cozinha do alto da coifa GE .

Lembranças de banquetes – O chef, filho de portugueses e casado com a executiva de marketing Ana Cláudia Mascitto, tem formação profissional na área. Cursou gastronomia no ICIF (sigla em inglês para instituto de culinária italiano para estrangeiros), em Piemonte, e na Escola das Artes Culinárias Laurent, do chef Laurent Suaudeau, baseada em São Paulo.

“Gosto de cozinha desde menino”, confessa. “Meu pai sempre teve padarias e eu gostava de acompanhar os bastidores. Duas lembranças familiares me marcaram especialmente: os banquetes com 30, 40 pessoas em casa e meu pai saindo da praia uma hora antes, quando estávamos de férias, só para preparar o almoço.”

Mas até a mais sociável das criaturas aprecia, de tempos em tempos, uma boa dose de silêncio. “Quando vou à praia, escolho a mais deserta possível. Gosto de dar um tempo do som das panelas e da porcelana dos pratos nos meus restaurantes.”

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