01/08/2006

Trabalhador informal tem direito a financiamento

Fonte: O Estado de S. Paulo

Há diferentes formas de comprovar a renda, e os extratos bancários são fundamentais

Zap o especialista em imóveis

 

 

   

 

 

 

Trabalhador com renda informal e que consiga comprovar renda e perfil de consumo pode conseguir financiar imóvel na Caixa Econômica Federal. Há um ano e meio no novo apartamento na zona leste da capital, o taxista Ismael Magri conta que é possível um trabalhador autônomo como ele, ou de renda informal, conquistar o sonho da casa própria.

“Apareceu a oportunidade de comprar o apartamento e fui conversar com o pessoal do crédito imobiliário da Caixa. O processo desde a entrada à entrega das chaves durou um mês”, afirma.

Magri comprovou que é trabalhador autônomo, levou cópias da declaração do Imposto de Renda, carta do sindicato à que ele é filiado e os extratos bancários de 6 meses para auxiliar na comprovação da renda. “Para quem paga aluguel e aparece uma oportunidade tem de aproveitá-la”, diz o taxista.

O gerente geral da agência da Caixa Econômica Federal da Avenida Paulista, Camilo Lellis Goes, explica que cada trabalhador informal ou autônomo traz uma série de documentos para comprovar sua renda.

Não há uma lista que especifique quais são os papéis, mas extratos bancários dos últimos seis meses, contas da casa como água, luz e carnês quitados podem ajudar o banco a fazer o perfil de consumo do candidato ao financiamento. Para aqueles trabalhadores que não têm conta corrente em banco, Goes dá uma dica: “Há muitos trabalhadores que tem renda, mas o dinheiro fica no bolso.

É importante ter conta em banco, assim é possível provar com os extratos.” Carnês de pagamentos de compras já quitados podem ajudar a verificar a assiduidade do candidato ao financiamento. “Percebemos que a tendência a inadimplência é menor entre os clientes de renda informal”, afirma Goes.

“São pessoas que procuram não assumir um compromisso que não podem cumprir.” A gerente de relacionamento com o cliente da Caixa, Márcia Mata, diz que este público financia em média imóveis de R$ 25 mil a R$ 40 mil pela Carta de Crédito que utiliza recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). “Mas não há limite para o valor do imóvel. Isto vai depender da renda e de quanto o trabalhador pode comprometer com o financiamento”, explica Márcia.
 

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