29/04/2009

Trabalhadores decidem aceitar proposta após greve de advertência

Fonte: O Estado de S. Paulo

Acordo prevê reajuste de 5,5% para salários superiores a R$ 2,5 mil e de 3% para quem recebe mais de R$ 5 mil por mês. Para os pisos salariais, o aumento será de 6,75%

Depois de uma paralisação de advertência de 24 horas na segunda-feira, os trabalhadores da construção civil da capital paulista chegaram ontem a um acordo com as construtoras para a renovação da convenção coletiva de trabalho. Segundo os sindicalistas, o acordo garante aumento real dos salários para boa parte da categoria.

Os trabalhadores que ganham até R$ 2,5 mil por mês terão os salários elevados em 6,74%, a partir de 1º de maio, data-base da categoria. Significa um aumento real ao redor de 1%, considerando a estimativa do sindicato de inflação de 5,5% acumulada desde o último acordo salarial.

“Mais de 95% da categoria está na faixa de salários até R$ 2,5 mil”, afirma Antonio de Sousa Ramalho, presidente do sindicato. São cerca de 300 mil trabalhadores nos canteiros de obras na capital paulista.

O acordo prevê reajuste de 5,5% para salários superiores a R$ 2,5 mil e de 3% para quem recebe mais de R$ 5 mil por mês. Para os pisos salariais, o aumento será de 6,75%.

A reivindicação dos trabalhadores era de um aumento real de salários de 5,5%, além da reposição das perdas com a inflação.

O acordo não engloba os 550 mil trabalhadores da construção civil do interior do Estado, cujas negociações continuam. Eles ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado em maio, se até o dia 11 não receberem uma proposta que agrade a maioria.

Na capital, o acordo garantiu aumento da cesta básica de 30 para 36 quilos. As empresas também deverão fornecer protetor solar aos trabalhadores.

ACORDO NO ABC – Os 3,3 mil empregados da fábrica da Bridgestone Firestone em Santo André, no ABC paulista, aprovaram ontem em assembleia proposta da empresa para evitar demissões.

O acordo reduz a jornada de trabalho em dez dias, por um período de três meses ( 30 abril a 29 de julho), para equipes da fábrica e administração. Em contrapartida, os salários serão reduzidos em 10%. Pelo acordo, os trabalhadores terão estabilidade de seis meses a partir de amanhã.

Com mais de 1 milhão de pneus estocados, a empresa alega que a medida é necessária para adequar a produção ao nível atual de demanda.

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