30/10/2006

Trecho Sul

Fonte: O Estado de S. Paulo

Terrenos em cidades com acesso à continuação do Rodoanel, hoje baratos, têm grande potencial de valorização

Beto Barata/AEZap o especialista em imóveisValorização – Para especialista, investimentos perto de novo trecho (em projeto), será bom negócio: “É momento de construir”, diz Pompéia

Com o início das obras previsto para o último semestre deste ano e quatro anos para sua conclusão, o trecho sul do Rodoanel não terá o impacto urbano e imobiliário do trecho oeste e deve, enfim, aliviar o trânsito pesado da capital paulista. Não haverá tantos acessos além dos que ligam as rodovias e as regiões contempladas já têm tradição e ocupação imobiliária consolidados.

O presidente da Embraesp, Luiz Paulo Pompéia, vê boas oportunidades de valorização no uso residencial do trecho sul do Rodoanel. Ele diz que áreas em municípios como Embu e Itapecerica têm hoje terrenos muito baratos e um potencial de valorização muito grande. “É o momento de começar a construir valendo-se do Rodoanel, e incrivelmente os investidores não se deram conta disso ainda”, diz Pompéia. “Se em cinco anos Tamboré pode ter valorização de 30%, 40%, em Embu e Itapecerica da Serra os imóveis devem triplicar de valor.”

O secretário estadual dos Transportes, Dario Rais Lopes, prevê um alívio muito mais significativo da malha urbana que o observado no trecho oeste. “O novo trecho não terá tantos acessos. Aí é transposição (de tráfego) mesmo”, avalia. Lopes acredita que por ser um pólo petroquímico e automotivo, o Grande ABC não verá grande impacto imobiliário na região com o trecho sul do Rodoanel.

Oeste

Além de interligar sete rodovias, o trecho oeste do Rodoanel deu acesso a alguns bairros da capital. “Ao permitir a ligação mais rápida dos entornos das rodovias, o Rodoanel permite também a expansão para essas áreas”, avalia o consultor de transporte e logística, Sérgio Brejon. Ele explica que empresas e moradores foram atraídos por essa possibilidade de acesso rápido a várias regiões da capital, o que resultou na ocupação ao longo de algumas rodovias, e em alguns casos até a urbanização – e conseqüente aumento do tráfego nessas rodovias e na capital.

Para o presidente da Embraesp, o impacto do trecho oeste do Rodoanel para o setor imobiliário foi maior em regiões que deixaram de receber o tráfego pesado de caminhões que ao longo de seus 32 quilômetros e toda a nova infra-estrutura.

Ele explica que bairros como o Butantã ficaram com seus imóveis parados por muito tempo devido as trepidações, barulho e poluição provocados pelo transporte de carga vindos de rodovias como a Régis Bittencourt e Raposo Tavares e precisavam passar por bairros residenciais e comerciais antes de chegar às marginais. “Mesmo cobrando preços abaixo dos de mercado, esses imóveis não encontravam locatários ou compradores”, observa Pompéia. “Com a transferência desse tráfego para o Rodoanel, os clientes voltaram e foram retomados os preços antigos.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.