13/05/2007

Tudo começa com sondagem do solo

Fonte: O Estado de S. Paulo

Verificação do terreno deve ser feita antes da definição do local de implantação e do modelo do equipamento

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisInsolação – A arquiteta Fernanda Marques aconselha instalar a piscina em local onde bata a luz do sol

Agora que o verão já acabou, quem pretende construir uma piscina pode aproveitar o momento e já começar as obras para ter o equipamento pronto para um mergulho na estação mais quente do ano. E é sempre bom saber alguns cuidados técnicos para acompanhar melhor a construção.

A sondagem do terreno, por exemplo, traz parâmetros quanto à capacidade de resistência, níveis de lençol freático, presença ou não de rochas.

“Esses dados interferem no tipo de escavação a ser realizada, bem como no dimensionamento da estrutura da piscina, tipo de impermeabilização, etc”, afirma a engenheira civil Flávia Pujadas,diretora-técnica do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias (Ibape) e diretora da Archeo Engenheiros Associados.

Na opinião dela, esse serviço deve ser contratado antes da definição do local de implantação da piscina, bem como do tipo de equipamento a ser construído.

Dependendo do terreno e de suas dimensões, segundo os dados da sondagem, poderão existir outras opções de locais que não possuam rochas, o que proporciona maior viabilidade e menor custo nas escavações.

Planejamento

Fatores como o local da implantação, a durabilidade, o acabamento, os recursos financeiros disponíveis, formato, os custos e procedimentos de manutenção a serem executados posteriormente, além do gosto do proprietário, devem ser levados em conta na hora de escolher o modelo mais adequado de piscina. “O planejamento é fundamental”, diz Flávia.

Pontos como o tipo de solo, formato e altura da piscina devem ser considerados durante a execução da obra. “As espessuras das paredes e laje de fundo das piscinas em concreto armado, normalmente, são em torno de 15 cm.”

As armaduras (ferragens) devem ser duplas e os cobrimentos de concreto em relação às armaduras devem ser rigorosamente obedecidos na execução, pois garantem maior durabilidade à estrutura, aponta a engenheira.

O projeto de estrutura da piscina também deve contemplar a borda e o deck. Segundo Flávia, é comum verificar problemas de adensamento do solo compactado ao redor da piscina e, com isso, os revestimentos assentados nos locais próximos apresentam desníveis, trincas e descolamentos. “Isso ocorre quando esses revestimentos não possuem local de apoio estrutural, já que estão instalados sobre aterro ou sobre contra piso armado e sem ligação estrutural com a própria piscina em si.”

Concretagem

No caso de piscinas em concreto armado – as mais resistentes, na opinião da engenheira, comparadas às elevadas feitas de fibra de vidro ou as vinílicas -, o indicado é que as paredes e a laje de fundo sejam concretadas conjuntamente. Assim, evitam-se problemas com a criação de juntas frias nas estruturas, o que implica formações de trincas, problemas com estanqueidade e comprometimento da estrutura.

A posição da armadura em relação às fôrmas de madeira, que definem a forma escolhida, também é importante. “A armadura sem proteção de concreto, ou seja, colocada muito próxima das fôrmas, causa perda de cobrimento, vulnerabilidade à corrosão, formações de fissuras no concreto, dentre outras anomalias que comprometem a durabilidade da piscina”, alerta Flávia.

Impermeabilização

A definição do tipo de impermeabilização da piscina é feita por um profissional especializado e depende de fatores como o tipo de solo e se ele irá contornar diretamente a piscina, em contato direto ou não com suas paredes e laje de fundo. A escolha equivocada pode causar problemas como infiltrações de água, deterioração estrutural e perda de aderência do revestimento.

A posição das tubulações elétricas e hidráulicas já deve estar previsto antes da etapa de concretagem. Nesses locais devem ser feitos procedimentos específicos de impermeabilização para evitar infiltrações e vazamentos junto de luminárias subaquáticas e passagens de tubulações hidráulicas. A engenheira ainda adverte que cuidados devem ser tomados com o aterramento das iluminações subaquáticas, que é obrigatório. “A falta de aterramento, aliado à má manutenção da piscina podem causar riscos aos usuários, como choques elétricos e morte”, alerta Flávia.

Iluminação

A arquiteta Fernanda Marques considera a iluminação subaquática um aspecto muito importante numa piscina. “Valoriza muito o projeto quando bem colocada”, diz. Ela recomenda a utilização de iluminação de fibra óptica, que permite a escolha de tonalidades de luz, por exemplo, compondo o ambiente, em detrimento dos tradicionais spots.

Fernanda recomenda que o local escolhido para a implantação da piscina receba insolação durante a maior parte do dia. Se isso não for possível, que o sol bata ao menos pela manhã ou no final da tarde. “Acho mais saudável.” Na opinião dela, o formato do equipamento, assim como o revestimento, deve seguir a linha arquitetônica da residência. “Um projeto mais contemporâneo pede uma piscina mais retilínea”, exemplifica.

Fernanda diz ainda que além de piscinas de recreação, há uma tendência entre os clientes de pedir projetos de piscinas para treino, com raia de 25 metros ou 12,5 metros. Segundo ela, em relação ao outro modelo, o que muda é a profundidade.

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