30/10/2006

Um lugar para “fazer a casa”

Fonte: O Estado de S. Paulo

Um lugar inconfundível. Seja no jeito de falar de seus moradores, no amor que sentem por ele ou nas características de suas construções. Assim é a Mooca, bairro com forte presença italiana que, como o vizinho Brás, abrigou o início da industrialização paulista. A região é uma das mais antigas da cidade. Sua origem está registrada em 17 de agosto de 1556, quando os jesuítas construíram uma ponte sobre o Rio Tometeri, atual Tamanduateí, abrindo para a cidade a área que era caminho dos bandeirantes. O bairro é o único da cidade que conta com um marco zero, uma placa de metal com o símbolo da Prefeitura, nas escadarias de uma papelaria, na Rua do Oratório.

O povoamento inicial coube aos índios tupis-guaranis. Por isso, uma das versões mais difundidas aponta que o nome vem de uma derivação do termo tupi MOO-OCA, que quer dizer “fazer a casa”. A expressão foi usada para designar as residências de barro erguidas pelos primeiros portugueses. A influência indígena também se nota na denominação de vias principais: Javari, Taquari, Cassandoca, Itaqueri, Arariboia, Guaimbé e Tabajaras, por exemplo.

Em 10 de agosto de 1867, a Câmara Municipal de São Paulo começou a doar terras para a formação de um povoado. Em 1869, notavam-se muitas habitações pequenas e pobres. Um fator importante para o desenvolvimento do bairro foi a criação, em 1876, do Jockey Club, idealizado por Rafael Paes de Barros e freqüentado pela alta sociedade do café. No ano seguinte, para facilitar o acesso aos amantes do turfe, surgia a linha de bonde Mooca-Centro, movida a tração animal. A instalação da São Paulo Railway (Estrada de Ferro Santos-Jundiaí) e da Estrada de Ferro do Norte contribuíram para consolidar o progresso.

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