05/10/2007

Um modelo de residenciais

Fonte: Jornal da Tarde

Alphaville virou exemplo de condomínio horizontal que tem se expandido para o bairro de Tamboré

Evelson de Freitas / AEZap o especialista em imóveisO empresário Márcio Clozel Ferreira em frente à sua casa em Alphaville, onde mora há mais de 17 anos

Embora o lançamento do último residencial de Alphaville, o 12º, tenha ocorrido há 14 anos, o conceito de condomínio horizontal fechado, que tem no bairro da cidade de Barueri seu exemplo mais emblemático, continua em plena expansão. Inspirado nos subúrbios norte-americanos da Califórnia, o modelo de urbanização e moradia de Alphaville, que preza, sobretudo, a segurança e a qualidade de vida, se modernizou e virou tendência nos empreendimentos de médio e alto padrões.

O bairro de Tamboré – que assim como Alphaville ocupa trechos de Barueri e Santana de Parnaíba, cidades da região oeste da Grande São Paulo -, é prova desse fenômeno. Do ano de sua construção, em 1988, até hoje, a área da construtora Tamboré já soma 11 condomínios residenciais, o último lançado no ano passado e com 65% dos seus lotes vendidos.

“O Tamboré segue o modelo pioneiro de Alphaville, mas com um conceito diferenciado em relação ao meio ambiente e à distribuição de produtos”, explica a diretora de estratégias e marketing da Tamboré S/A, Adriana Henriques Pusch. Ela se refere aos 40% dos 546 mil metros quadrados de área total do empreendimento reservados à mata nativa preservada e a espaço de lazer. A empresa de desenvolvimento urbano tem ainda outros 5,5 milhões de metros quadrados de terra para serem investidos.

Ao contrário de Alphaville, que foi idealizado e construído há 34 anos pela antiga construtora Albuquerque-Takaoka a partir de um distrito industrial, o loteamento residencial de Tamboré já nasceu juntamente com um pólo empresarial e um shopping, infra-estrutura suficiente para atrair famílias da Capital. “Cada vez mais estamos buscado o público que mora em São Paulo e que quer mudar para ter melhor qualidade de vida”, afirma Adriana.

Mesmo que os loteamentos estilo Alphaville continuem sendo o grande charme dos bairros planejados, a verticalização está se intensificando também nesses conceitos de urbanização. Dos 11 condomínios de Tamboré, sete são verticais. Além da Tamboré S/A, outras construtoras têm investido na região com lançamento de prédios, todos de médio e alto padrão. A Company, por exemplo, lançará em breve o residencial The Penthouses Tamboré, com 112 unidades de cinco e quatro dormitórios com uma piscina exclusiva por terraço.

Em Alphaville mesmo, onde os condomínios horizontais nasceram e viraram referência, a verticalização tem se intensificado nos últimos anos. “Estamos recebendo hoje bastante investimento em imóveis residenciais verticais. Muitas construtoras de São Paulo estão vindo para cá acreditando no potencial de Alphaville”, conta o corretor da Alphahouse Imóveis, Roberto Faria.

Apesar do trânsito, qualidade está mantida

Considerado um dos principais pólos empresariais do Estado, com cerca de 2,5 mil empresas e lojas, o bairro de Alphaville, situado nas cidades de Barueri e Santana do Parnaíba, tem uma rotina frenética. Recebe durante a semana uma população flutuante de 170 mil pessoas, quase quatro vezes mais que o número de moradores (46 mil), segundo dados da Associação Residencial e Empresarial Alphaville (Area). Nem por isso, porém, a região, uma das mais cobiçadas pelas famílias de classes média alta e alta paulistas perde em segurança e qualidade de vida, dois quesitos que a acompanham desde a sua criação, em 1973.

“O que mudou foram os aspectos externos. Temos dificuldade com trânsito em função do aumento do comércio, das empresas e dos novos empreendimentos que foram feitos. Mas dentro dos condomínios a qualidade de vida permanece intocada”, relata o empresário e morador há 17 anos Márcio Clozel Ferreira.

O diferencial de Alphaville é que os novos empreendimentos, quase sempre, vêm acompanhados de investimentos em infra-estrutura. O principal deles foi a duplicação do trecho da Rodovia Castello Branco, que passa pela região, há sete anos. “O nosso grande atrativo é a conjugação de boa infra-estrutura, com acesso rápido, segurança e serviços de manutenção”, afirma o gerente-geral da Area, Leonardo Rodrigues da Cunha.

Ele salienta, entretanto, que o crescimento da região tem sido mais rápido que o investimentos estruturais. “A chegada de novos empreendimentos acelera o crescimento do número de famílias e com isso volta o problema do trânsito”, diz. Segundo Cunha, o perfil industrial que marcou o início de Alphaville vem cedendo espaço para o setor de serviços.

 

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