17/02/2008

Um passado bastante atual

Fonte: Jornal EXTRA

Antigas vilas servem de inspiração para novos condomínios, que seguem o mesmo conceito

A arquitetura é diferente, mas o conceito é bem parecido. As antigas vilas de casas, que resistem ao tempo e aos espigões em bairros das zonas Norte e Sul, passaram a ser fonte de inspiração para os novos condomínios, que oferecem o que as vilas têm de melhor: segurança, lazer, paisagismo e integração entre a vizinhança.

— Os modelos de condomínios estão voltando ao passado não na arquitetura, mas no conceito, ao priorizar segurança, tranqüilidade, infra-estrutura e lazer — disse o diretor de marketing da Carvalho Hosken, Ricardo Corrêa.

Segundo o consultor de desenvolvimento urbano da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), David Cardeman, existem hoje no Rio cerca de 2.300 vilas, a maioria datada do século 19. De acordo com ele, poucas construtoras se interessam em construir conjuntos de casas porque o solo está muito caro.

— Num terreno em que se constroem 20 casas, é possível vender 60 apartamentos — afirmou.

Oferta pequena

Para o sócio-diretor da Basimóvel, Alexandre Fonseca, como a oferta de casas é pequena nas imobiliárias, os condomínios de agora tentam substituir essa demanda oferecendo um diferencial em relação aos edifícios de rua. Segundo ele, as casas representam apenas 10% das vendas.

— No entanto, quando aparece uma casa, ela é vendida na mesma hora — afirmou Fonseca.

Segundo o presidente da Patrimóvel, os preços são parecidos. As casas de vila na Zona Norte, por exemplo, valem cerca de R$2.500 o metro quadro — valor semelhante ao dos apartamentos.

— Só não vendemos mais casas, porque não aparecem. Tenho uma oferta hoje e outra só no ano que vem — disse Rubem.

 

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