06/04/2007

Unidos pela preservação do verde

Fonte: Jornal da Tarde

As ruas arborizadas e as praças com jardins floridos que tanto enobrecem o Alto de Pinheiros e atraem centenas de famílias de outras regiões podem ser admiradas até hoje não por acaso. A cultura de preservação do verde, reflexo de um planejamento baseado em estilo urbanístico europeu e voltado às classes mais abastadas, está embutida na cabeça dos moradores do bairro há tempos.

A mobilização em torno dessa luta, na verdade, é tão antiga quanto à Lei de Zoneamento da Cidade de São Paulo. Fundada em 1977, a Associação Amigos do Alto de Pinheiros (SAAP) surgiu da necessidade de se ter um interlocutor no trato entre os moradores e o poder público assim que as regulamentações do local passaram a ser geridas pela Prefeitura. Até então, ficava sob o encargo da empresa loteadora Companhia City.

“Foi sintomático. A partir dali, entra governo e sai governo, nós continuamos combativos e representando os interesses dos moradores”, afirmou a arquiteta e presidente da SAAP, Maria Ignêz Barretto. Segundo ela, a tônica do trabalho da associação está na manutenção da qualidade de vida no bairro em função do loteamento planejado, também caracterizado pelas calçadas largas. “Sempre mantivemos as características e diretrizes do loteamento. A nossa briga é para que as pessoas não infrinjam isso.”

Para se ter uma idéia da dimensão do ativismo ecológico capitaneado pela Associação, a SAAP disponibiliza em seu site, além da história do bairro e da entidade, os fundamentos de seus projetos de urbanismo e infra-estrutura. Hoje em dia, o enfoque está voltado para o acompanhamento da expansão do comércio no bairro e no entorno e o aumento do fluxo de trânsito que corta a região.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.