20/07/2007

Urbanista alerta para excessos

Fonte: Jornal da Tarde

O adensamento excessivo de áreas pequenas, ocasionado principalmente pela concentração elevada do número de lançamentos de prédios, é visto pelo arquiteto e urbanista do Instituto Pólis, Kazuo Nakano, como uma das principais ameaças à qualidade de vida em bairros paulistanos.

Segundo o especialista, o confinamento de casas em regiões onde antes esse tipo de moradia era predominante é um retrato da expansão desordenada da verticalização. “Está havendo um processo de substituição de construção na cidade que vai gerando esse tipo de situação. Além do potencial construtivo, são os investimentos imobiliários, principalmente em bairros com melhor infra-estrutura e com perfil econômico que atenda essas ofertas, que existem maior número de casas confinadas”, explica Nakano.

Para ele, existe uma série de regulamentações previstas pelo Plano Diretor do município – legislação responsável por organizar e estabelecer limites para o crescimento e a ocupação urbana – que não estão sendo seguidas à risca. “O instrumento de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) não está sendo aplicado. As pessoas devem entender que uma cidade não deve ser planejada olhando só o interesse dos investidores imobiliários”, argumenta.

Nakano cita como exemplo o processo que ocorreu no bairro de Moema na Zona Sul da Capital. “Isso já aconteceu em Moema, onde verticalizou-se bastante e hoje tem uma situação urbanística muito ruim”. Ele alerta ainda que se o adensamento não for bem planejado pode provocar uma sobrecarga da infra-estrutura, mesmo ela sendo mais incrementada que nas demais regiões da cidade.

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