06/03/2014

Vai comprar sua casa própria? Saiba como baratear o financiamento

Confira as dicas de um educador financeiro e de uma construtora para economizar ao máximo

Fonte: ZAP Imóveis

Quem nunca sonhou em comprar a casa própria? Certamente, este é o desejo de muitos brasileiros. No entanto, poucos conseguem adquirir um imóvel à vista. Muitas pessoas acabam recorrendo ao financiamento.

É possível fazer uma economia considerável pesquisando as taxas praticadas pelos bancos (Fotos: Thinkstock)

Na opinião de Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, antes de comprar um imóvel é preciso verificar se ele é compatível com o seu padrão de vida, assim como é bom checar a infraestrutura em volta do imóvel no que diz respeito aos preços de produtos e serviços.

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“É importante verificar se o preço do imóvel é compatível com o que você ganha, pois a prestação não pode ultrapassar 30% da renda. Outra dica é pesquisar as taxas das instituições financeiras, comparando as de administração e seguro, por exemplo, o que pode gerar boa economia para financiamentos em longo prazo”, ensina Domingos.

Rosana Carnevalli, sócia-proprietária da construtora Carnevalli e diretora-adjunta da Regional Santo André do SindusCon-SP, lembra que imóveis cadastrados no Programa Minha Casa Minha Vida possuem juros mais baixos. “Dependendo das condições, ainda há subsídios do governo no valor de R$ 25 mil. Há alguns dias vendemos um imóvel no valor de R$ 195 mil em Mauá e o cliente pôde utilizar esse recurso”, afirma.

Rosana também lembra que, quem compra um imóvel na planta, tem a vantagem de fazer uma poupança durante a construção e, na hora de financiar, pode fazer uma boa amortização do valor que seria financiado pelo banco.

“Além disso, tem muita gente que se esquece de usar o FGTS para o financiamento de imóvel ou que prefere esperar sair do emprego para usar. Mas o FGTS ajuda muito e tem ainda o fato de que o imóvel valoriza bem mais rápido que o FGTS. Então, vale a pena utilizá-lo”, aconselha.

No que diz respeito ao seguro do imóvel, é possível fazer uma economia considerável pesquisando as taxas praticadas pelos bancos. “O programa Minha Casa Minha Vida estipula os bancos onde devem ser feitos os seguros, mas, fora dessa situação, o consumidor deve comparar as taxas. No caso de pessoas com idade mais avançada, o seguro fica muito caro. A dica é passar o imóvel para o nome de um filho para diminuir as taxas de juros”, orienta Rosana.

Financiar ou pagar à vista?
Segundo Domingos, é fundamental ter em mente que, com o financiamento, você estará contraindo uma dívida de valor, que deverá ser honrada mensalmente e que inclui os juros que, somados ao longo do contrato, podem significar o pagamento de duas ou até três casas.

Para quem paga aluguel, o financiamento pode ser uma ótima alternativa, pois se deixa de pagar esse valor sem retorno futuro para pagar a prestação de algo que será seu. Se a pessoa não pagar aluguel, uma ótima alternativa é guardar o valor da prestação do financiamento em qualquer tipo de investimento conservador, assim, em sete ou oito anos, poderá comprar a casa à vista e não pagar juros. “É preciso entender que o dinheiro aplicado rende juros, enquanto quando se faz um financiamento se paga juros”, explica.

O grande problema enfrentado para a realização do sonho da casa própria, na opinião de Domingos, são as dívidas sem valor, aquelas contraídas nas compras de produtos e serviços que muitas vezes não agregam valor. Elas acabam desequilibrando o orçamento financeiro mensal e, com isso, perde-se o foco no bem de valor que é a casa.

Faça uma simulação em qualquer banco de quanto custaria a prestação do imóvel e comece a guardar em um investimento conservador

Siga alguns passos para adquirir a casa própria:
1. Reúna a família e converse sobre o assunto, definindo o lugar, valor e as reais condições em que se encontram.
2. O melhor caminho para adquirir é poupar parte do dinheiro que se ganha. Faça uma simulação em qualquer banco de quanto custaria a prestação do imóvel e comece a guardar em um investimento conservador como poupança, CDB ou tesouro direto.
3. Analise o valor do aluguel que está pagando e, se for o mesmo valor da prestação de um financiamento, poderá ser uma opção financiar o imóvel.
4. Lembre-se de que o financiamento de um imóvel é considerado dívida de valor, por isso deve ser protegido e garantido antes de sair pagando as despesas mensais.
5. Cuidado com o valor do imóvel que comprará e veja se o seu valor adéqua-se a seu verdadeiro padrão de vida, pois muitas vezes não respeitamos nosso padrão.
6. Tenha sempre uma reserva estratégica, pois, em caso de qualquer eventualidade, não deixará de honrar este importante compromisso.
7. Caso não esteja conseguindo pagar a prestação da casa própria é preciso rever imediatamente os gastos, em especial as pequenas despesas que, somadas, podem levar uma família ao desequilíbrio financeiro.
8. Nunca se esqueça de que um novo imóvel demanda novos custos, como mobiliário novo, condomínio, taxas de transferência etc.
9. Outro ponto a ser levado em conta é o custo de vida da região para onde irá mudar, pois ele poderá se elevar. Também se preocupe com gastos com transporte.

15 Comentários

  1. Muito obrigado pelas dicas, pois estou querendo, muito, comprar meu imóvel e não consigo um dentro das minhas condições financeiras.Desfiz de um ainda na planta do programa minha casa minha vida e hoje me arrependi.Caso tenham algum para venda, em um padrão razoável de preço, por favor, me comuniquem.GratoEduardo carvalho.

  2. Parabéns por abordarem um assunto que cada vez mais é praticado. O mais importante é saber a realidade financeira de quem está comprando. Além disso, estar consciente dos valores das prestações em um período a longo prazo.Por ser um longo período, como bem lembrado, a negociação da taxa de juros, além do seguro podem ajudar e muito. Façam várias simulações em vários bancos até encontrar um que caiba no seu orçamento, é uma boa! Boa sorte!

  3. Comprei um imóvel em 2007 e financiei em 25 anos. Todo dinheiro extra que ganhava, abatia no saldo devedor ou na prestação. Com cinco anos, com a ajuda de uma poupança que fui fazendo, quitei o imóvel. Valeu a pena economizar.

  4. REPORTAGEM OTIMÁ,ESTAVA EFETUANDO A COMPRA PELO MINHA CASA,MINHA VIDA,MAIS PESQUISE MUITO E DESCOBRI QUE 95% DAS PESSOAS NÃO SABEM,QUE O SUBSIDO ACABA SENDO PAGO,ATRAVES DE JUROS Q ESTÃO INCLUIDO NO FINANCIAMENTO,E NO FINAL O IMOVEL SAI 3X MAIS CARO,É TUDO ENGANAÇÃO.

  5. Sou corretor de imóveis e quero deixar minha opinião particular, a verdade e que atualmente as pessoas se empolgam na hora de comprar imóvel, pois acham que estão dando um grande passo na sua vida, que na verdade deveria ser de fato, mas confesso que estou preocupado com o crescimento de pessoas financiando imóveis, espero sinceramente que todos sigam pelo menos 80% dessa matéria, para não terem surpresas desagradáveis futuramente.Abraços;William

  6. Grande problema também é a falta de preparo de corretores e da falta de transparência das construtoras, especialmente sobre imóveis vendidos na planta. Paga-se o valor da fase de construção e muitas vezes, finalizada essa fase, iniciando-se a fase de financiamento imobiliário, o saldo devedor atualizado não mais corresponde à renda familiar e o comprador não consegue sequer fazer um financiamento. Perde o imóvel. Isso é um absurdo.

  7. Com certeza o profissional capacitado em dar todas informações necessárias do imóvel e consultoria na compra é o Corretor de Imóveis. Estamos a disposição para satisfazer suas expectativas sempre!

  8. Lamental as pessoas terem que comprar um imovel na construçao no escuro sem garantia de financiamento e ao final perderem tudo que deram caso nao consiga financiamento. e o governo não faz nada para mudar essa situaçao,onde quem manda sao as contrutoras que vendem caro e agora tambem apartamentos sem paredes dividindo os comodos.

  9. Aluguei um triplex de 2013 a 2014 , próximo a praia a unica indiferença era uma caixa d/água de 500 litros p/3 banheiros e esta caixa servia a todas as torneiras desse triplex, somente descobrir isso após estar c/m/família entre 2 netos crianças , 2 filhos e 2 noras adultos, até então era somente eu sozinha ou c/ m/marido por isso ainda não tinha sofrido essa falta d”água.Mas quando findou-se o contrato em conversa c/a pessoa da imobiliária ela me sugeriu já q eu estava pagando R$ 1.500,00 por mês e que passaria p/ R$2.500,00 porque eu não comprar o imóvel.Como eu deveria agir ? Quais seriam a medidas a tomar. Obrigada pela à atenção dispensada e um grande abraço.

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