16/10/2014

Valor médio do condomínio em São Paulo custa R$ 746 por mês

Veja 10 dicas para baratear as contas do seu prédio

Fonte: ZAP
Muitas dicas podem ajudar a deixar o condomínio ainda mais barato em São Paulo (Fotos: Shutterstock)
Muitas dicas podem ajudar a deixar o condomínio ainda mais barato em São Paulo (Fotos: Shutterstock)

Um levantamento da Lello, empresa de administração condominial no Estado de São Paulo, mostra que a cota média de condomínio na capital paulista é de R$ 746 por mês. Algumas dicas importantes podem ajudar a diminuir o valor pago pelos moradores de edifícios.

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Segundo Angélica Arbex, gerente de Relacionamento com o Cliente da Lello, o primeiro item a se olhar são as horas extras dos funcionários que, em excesso, encarecem o condomínio. Ela indica também a avaliação constante do quadro de pessoal, comparando se vale à pena manter equipe própria ou terceirizada.

“A folha de pagamentos e encargos deve representar entre 45% e 50% das despesas de condomínio. Se estiver acima disso, precisa ver onde está o desperdício e cortar”, afirma Angélica.

Outro fator interessante é reter talentos e evitar a rotatividade de funcionários evitando, assim, gastos com rescisões e até mesmo ações trabalhistas.

É importante também fazer um planejamento financeiro do condomínio, no sentido de provisionar as despesas ao longo do ano e evitar cotas extras para obras da reforma, dissídio e 13º salário dos funcionários.

Economizar água é importante para diminuir as contas e, além disso, ajudar o meio ambiente
Economizar água é importante para diminuir as contas e, além disso, ajudar o meio ambiente

Água e energia – O consumo de água é outro item fundamental. Os síndicos devem promover campanhas de uso racional nos apartamentos, para que o condomínio possa ser beneficiado com descontos na conta. “Especialmente neste momento de crise hídrica e estiagem”, diz Angélica.

De acordo com a gerente, a conta de água é a segunda maior despesa de um prédio. Com relação a energia elétrica, a instalação de minuterias e sensores nas áreas comuns, bem como a adequada programação dos elevadores, ajuda na economia.

Não deixe que a inadimplência seja muito alta no condomínio
Não deixe que a inadimplência seja muito alta no condomínio

Inadimplência – Angélica orienta os síndicos a terem controle rígido sobre os devedores, estimulando acordos amigáveis, mas também adotando medidas mais enérgicas, como a agilidade na cobrança judicial. “A inadimplência crônica compromete o fluxo de caixa do condomínio e aumenta o valor da cota”, alerta.

Segundo ela, é preciso racionalizar os custos para não comprometer o caixa. Em resumo, o prédio não pode gastar mais do que arrecada. E, por fim, é fundamental estimular a participação ativa dos moradores nas assembleias.

“O condômino deve se interessar pela administração do condomínio, acompanhando os gastos e propondo alternativas para a redução das despesas”, finaliza.

Veja abaixo 10 dicas para melhorar as contas do seu prédio:

1 – Fique de olho nas horas extras;

2 – Retenha os talentos em seu quadro funcional. Contratar é mais caro e improdutivo que aperfeiçoar a equipe;

3 – Faça avaliações anuais do quadro de funcionários e das escalas de trabalho. Essa revisão racionaliza a despesa com pessoal;

4 – Avalie possíveis desperdícios de energia elétrica. Programação de elevadores e instalação de minuterias são saídas comumente adotadas;

5 – Cria a cultura de economia de água: a cidade agradece e a conta de seu condomínio diminui;

6 – Realize periódicas manutenções preventivas. Elas são muito mais baratas que obras emergenciais;

7 – Construa com a sua administradora um planejamento financeiro profissional, descartando a necessidade de emissão de cotas extras para dissidio e 13º, por exemplo;

8 – Cobre ação proativa da sua administradora para combate à inadimplência;

9 – Exerça uma gestão responsável: assim como no orçamento de uma empresa, o condomínio não pode arrecadar mais do que gasta;

10 – Estimule em seu condomínio uma gestão participativa. Os condôminos fazendo parte do dia a dia da gestão podem sugerir ideias interessantes, alternativas e inteligentes para a gestão do orçamento do condomínio.

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