30/10/2006

Valorização de áreas se concretiza em fases

Fonte: O Estado de S. Paulo

A valorização do mercado imobiliário nas regiões onde há metrô se dá em fases. Quanto mais próximo das estações, maior será o valor agregado. “O primeiro momento é de especulação, quando a linha é anunciada”, explica o diretor da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônios (Embraesp), Luiz Paulo Pompéia.

É nesta fase que o Metrô começa as desapropriações e os proprietários passam a procurar outros imóveis no bairro ou nas proximidades. Neste caso, diz a Constituição Federal de 1988, é garantido o pagamento de 100% do valor de mercado do imóvel: “Indenização prévia, justa e em dinheiro.”

“Depois temos as obras e a entrega das estações. Mas o mercado vai se consolidar mesmo quando surgirem os empreendimentos no raio de mil metros da estação”, afirma Pompéia. A valorização dos imóveis pode ser de 20% a 30% no preço anterior à implantação da infra-estrutura de transporte metroviário.

O aumento da população local e verticalização dos imóveis agregam valor à região e, depois de dez anos, provavelmente os preços dos imóveis estarão consolidados em comparação a uma área não beneficiada pelo metrô.

No entanto, o consumidor deve ficar alerta, já que há o risco da especulação do preço de imóveis. “É preciso tomar cuidado, pois não é o fato de o metrô ir para a região que os preços vão subir dois anos antes da obra ficar pronta”, afirma o diretor da Embraesp.

A Continuação da Linha 2 (Verde) do metrô deverá ser entregue em 2007 com as estações Chácara Klabin, Imigrantes (já inaugurada), Alto do Ipiranga, Sacomã, Tamanduateí e Vila Prudente (no bairro da Mooca). 

 

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