24/10/2008

Valorização vem de Metrô

Fonte: Jornal da Tarde

Modernização da Marginal Pinheiros e obras do Metrô agitam o mercado de imóveis

Com a modernização da Marginal Pinheiros, o bairro que leva o mesmo nome do rio que corta a Zona Oeste da cidade deve ser amplamente beneficiado, ainda mais com a chegada do Metrô na região. As incorporadoras e construtoras apostam na expansão dos empreendimentos imobiliários comerciais para a área.

“A Marginal Pinheiros deve se transformar em um corredor empresarial, vindo desde a região da Avenida Luiz Carlos Berrini até a área do Alto de Pinheiros”, comenta Ricardo Stella, diretor de incorporação da Trisul.

A parte empresarial do bairro deve ser uma conseqüência do crescimento comercial da Avenida Faria Lima, que já está saturada, seguindo até a Marginal. “Serão escritórios, clínicas, consultórios e prédios administrativos. O Metrô vai colaborar muito para esse crescimento”, diz Stella.

Uma das áreas que devem ser revitalizadas é o Largo da Batata, por ser uma região estratégica da Avenida Faria Lima, próximo à Avenida Rebouças e às futuras instalações do Metrô, além do Largo de Pinheiros. A expectativa é que o m² para salas comerciais devem chegar a R$ 6 mil muito em breve.

O diretor de atendimento da Lopes, Cyro Naufel, acredita que o bairro tem grande vocação empresarial. “Já estamos com empreendimentos nesse segmento na região e devemos investir nessa área no bairro. Para quem quer investir em imóvel, essa pode ser a melhor oportunidade”, diz.

A consultora imobiliária está com o projeto Neo Offices Faria Lima, um empreendimento de uma torre, com 14 pavimentos e salas comerciais de 34 m² a 54 m² e lajes de 456 m². A localização é na Rua Paes Leme, próximo ao Largo de Pinheiros.

Outra oportunidade nessa linha é o Ahead, comercializado pela incorporadora Abyara. Com a previsão de entrega das unidades para 2010, o empreendimento fica próximo à Avenida Faria Lima, na esquina das ruas Cláudio Soares e Valério Carvalho. Serão salas com metragem variando entre 39 m² e 483 m², divididas em 17 pavimentos, além dos quatro subsolos que atenderão à demanda de estacionamento do prédio comercial. São 360 unidades – 120 consultórios e 186 para escritórios.

Imóveis antigos são disputados
O comércio de imóveis usados no bairro de Pinheiros atrai um público fiel às residências espaçosas e antigas. Os apartamentos encontrados no bairro, os prédios mais baixos e de condomínio barato acabam fazendo com que a região tenha uma corrida por imóveis antes da inauguração das estações do Metrô.

“São apartamentos de 24, 30 até 40 anos, com dois quartos e mais de 70m², além de pé-direito alto. Há um público especial que gosta desse tipo de imóvel”, comenta a corretora Rose Naves, da Adelino Alves Imóveis. O preço do m² varia em torno de R$ 2 mil.

A desvantagem desses apartamentos é que, muitas vezes, não há garagem no condomínio e nem próximo por não haver espaços vazios na região para esse tipo de serviço. “No entanto, essa falta de garagem é compensada pela boa estrutura de transporte no bairro, com o corredor da Avenida Rebouças e todas as outras ruas que têm ônibus para todos os cantos da cidade”, afirma Rose.

Para quem prefere casa, a região não tem tantas opções disponíveis nem mesmo para compra. “Não há nenhuma aqui na imobiliária e, quando aparece, não dá nem tempo de anunciar”, afirma a corretora.

Na imobiliária Pacheco, o gerente de Negócio, Orlando Felisardo, conta que há casas, mas quando surgem são em pequenas vilas – muito disputadas -, que viram pontos comerciais. “Há poucas casas, mas que valem a pena como investimento, pois a região tem uma valorização constante, seja residencial ou comercial, apartamento ou casa”, conta.

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