21/11/2003

Valorize o hall do seu condomínio

Fonte: Editoria Zap

Zap o especialista em imóveis
foto: Tania Franco Sena

O hall de entrada é o cartão de visitas de um prédio. Um hall caprichado, bem decorado, com móveis de qualidade, valoriza o apartamento. Só que o caminho para deixar esse espaço agradável nem sempre é simples. Boa parte das incorporadoras não entrega as áreas comuns (hall, salões de festas, jogos e ginástica) decoradas. E, muitas vezes, quando entrega esses espaços mobiliados, não agrada a maioria dos moradores. Resultado: começa a árdua tarefa de planejar a decoração nas reuniões de condomínio. Afinal, gosto não se discute e há moradores que preferem uma decoração moderna; outros, fazem questão de peças clássicas. Enfim, a decoração do hall pode se transformar em motivo para discussões sem fim entre os condôminos.

Zap o especialista em imóveis Uma das soluções que muitos prédios têm adotado é fazer uma concorrência entre vários projetos de decoração, solicitando-os a arquitetos e decoradores – o ideal é que esses profissionais sejam indicados por moradores ou por outros condomínios onde já tenham feito esse tipo de trabalho. Dependendo do acordo feito entre o condomínio e os decoradores, eles podem fazer um projeto a custo zero ou então, cobrar um valor fixo por ele. Normalmente, o projeto consiste de uma planta baixa do ambiente, desenhos em perspectiva e um orçamento com preços especificados por itens. Esses projetos são então submetidos a uma votação entre os moradores, e o mais votado é o escolhido. “Estamos sugerindo aos condomínios esse tipo de solução, normalmente mais bem-aceita do que montar uma comissão de moradores que faria a decoração. O trabalho feito por um grupo de condôminos sempre vai gerar queixas”, opina João Luiz Annunciato, diretor da Artrax Administração de Condomínios.

Escolhido o projeto, chegou a hora do decorador detalhar tudo, trabalhando dentro do orçamento do condomínio. O ideal é apresentar fotos ou desenhos mais específicos dos móveis a serem utilizados, amostras de tecidos e texturas de parede, para que não haja dúvidas sobre o serviço a ser prestado. “Tento ilustrar ao máximo o projeto, com fotos e amostras de materiais, porque em condomínios estamos trabalhando para muita gente”, diz a arquiteta Márcia Kalil.

Zap o especialista em imóveis Independentemente do orçamento disponível ou do estilo arquitetônico do prédio, há uma unanimidade entre arquitetos e decoradores: halls de entrada devem ser decorados com poucos elementos e sem muitos modismos. “O hall não é uma sala de visitas. Ele não pode ser comprometedor no gosto. Deve-se usar poucos itens, neutros e de linhas clássicas e eternas”, aponta Márcia Kalil. “O hall é um espaço que não pode ficar ultrapassado. Senão, os anos passam e ele fica com cara de que não foi usado e ficou deteriorado”, completa Francisco Cálio, da Cálio & Fagundes Design de Interiores.

Na opinião da arquiteta Thereza Dantas, da A&A Arquitetura, o hall não pode parecer a casa de ninguém: “Tem que ser um ambiente austero, porém que as pessoas achem bonito. É um local de passagem, e não para ficar.” Thereza aponta uma das exigências mais comuns entre os condôminos: ter um hall que fique sempre em ordem, sem a possibilidade de virar bagunça. “Estou decorando um hall onde não vai haver nenhum assento, atendendo a pedidos dos moradores”, conta a arquiteta.

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