17/11/2007

Veja como usar o 13º no seu imóvel

Fonte: Jornal da Tarde

Benefício surge como uma excelente chance para a aquisição da casa própria, mas exige planejamento

Marcia Zoet/AEZap o especialista em imóveisSilvestre alerta: primeiro pague dívidas, depois casa própria financiada

O depósito do 13º salário na conta do trabalhador é, sem dúvida, um ótimo incentivo para quem está prestes à realizar o sonho da casa própria. Mas, antes de se empolgar com a chegada do benefício e correr para um estande de vendas, é preciso cautela.

Refazer cálculos, projetar gastos e planejar o orçamento. Tudo para não frustrar as expectativas e comprometer todo o próximo ano.

O Jornal da Tarde consultou dois economistas especializados em finanças pessoais para dar algumas orientações para quem pretende aplicar os recursos do 13º na aquisição de um imóvel. Antes das recomendações, contudo, ambos fizeram questão de ressaltar: o 13º deve ser utilizado para pagar dívidas, principalmente no cartão de crédito e cheque especial, cujos juros são mais altos.

“Em primeiro lugar, é preciso alertar que o 13º deve ser utilizado para quitar qualquer tipo de dívida”,  destaca o economista do Centro de Estudos de Finanças Pessoais e Negócios (Cefipe) Marcos Silvestre. “O benefício também não deve ser utilizado para assumir um financiamento que não conseguirá bancar depois”, completa o especialista.

Como o 13º salário ajuda a viabilizar o primeiro passo para a compra da casa própria, conta Silvestre, algumas pessoas se iludem achando que só porque podem pagar a entrada têm condições de assumir um financiamento imobiliário.“O 13º tem de vir para facilitar um financiamento que já estava planejado. Não use o benefício para se precipitar”, adverte.

O economista e vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finança, Administração e contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira, faz as mesmas ponderações. “Se tem dívida, livre-se dela primeiro.Não tem sentido investir em um financiamento sem antes amortizar as dívidas.”

Em uma pesquisa feita pela Anefac com 514 consumidores para avaliar a forma de utilização do 13º, constatou-se que apenas 3% devem usá-lo para comprar ou reformar a casa,
enquanto 58% pretendem aproveitá-lo para quitar dívidas já contraídas.

Quem não está no vermelho, recomenda Oliveira, pode somar os recursos do benefício com os do FGTS, por exemplo, para dar de entrada em um imóvel. Quanto maior o sinal, menor serão as prestações e o custo final do bem.

Aqueles que já estão pagando o financiamento podem aproveitar a oportunidade para antecipar algumas prestações. “Mas sempre mediante a redução de juros. Isso
é um direito”, alerta Oliveira.

 

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