13/05/2007

Vem muito mais por aí

Fonte: O Globo

SFI ganha impulso e melhora condições de compra da casa própria

O GloboZap o especialista em imóveis

Maior oferta de financiamento para compra da casa própria, juros mais baixos e prazos para pagamento alongados. Esse é o resultado do forte crescimento do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI): em construtoras e imobiliárias, chega a responder por até 60% das vendas de imóveis. Pelo SFI, os créditos a serem recebidos por bancos, construtoras ou incorporadoras são securitizados, isto é, transformados em títulos e vendidos no mercado financeiro para custear a obra. Dessa forma, o dinheiro retorna mais rapidamente ao setor e as incorporadoras podem lançar mais empreendimentos, melhorando as condições para quem quer adquirir imóvel.

Ao contrário do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que só pode ser usado por quem não tem casa própria e para a compra de imóvel com valor até R$350 mil, o SFI não tem limite de valor do imóvel ou de financiamento. De acordo com especialistas de toda a cadeia produtiva do setor, o sistema vem se tornando cada vez mais viável depois das seguidas quedas da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 12,5% ao ano.

— A tendência é que, com mais lançamentos, os preços comecem a ficar mais atraentes — diz Rodolpho Vasconcellos, vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).

Na construtora e incorporadora CHL, 40% das vendas a prazo já são contratadas via SFI. Segundo Rogério Chor, presidente da empresa, há dois anos todos os empréstimos eram feitos diretamente com a empresa ou através do SFH. A adoção do sistema já permitiu aumento no prazo de financiamento. Desde o ano passado, o número de parcelas passou de 70 para cem prestações. Com instrumentos como a alienação fiduciária, que permite a retomada mais rápida do imóvel em caso de inadimplência, e a securitização, os mutuários já verificam mais benefícios: o pagamento mínimo caiu de 45% para 30% do valor do imóvel, antes da entrega das chaves.

— Os juros também caíram. No ano passado, o financiamento era de 14% mais o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). Hoje, é de 11% mais IGP-M. Com a queda dos juros e a estabilização da economia, a tendência é que o sistema represente grande parte do financiamento imobiliário nos próximos quatro anos — aponta Chor.

Outra construtora, a RJZ/Cyrela, elevou o número de mensalidades de cem meses, no ano passado, para 200 atualmente. Houve ainda redução do pagamento mínimo do imóvel antes da entrega das chaves, passando de 30% para 20% nos dois últimos anos. Os juros também caíram: de 14% mais TR para 12% mais TR.

Facilidades também já aumentam no SFH

Nas imobiliárias, a modalidade também vem ganhando impulso: no ano passado, o SFI representou 20% das compras de imóveis da Basimóvel, segundo seu diretor, Alexandre Fonseca. Há três anos, o índice era de 10%. Já na Patrimóvel, cerca de 60% das vendas são feitas pelo SFI. Segundo Rubem Vasconcelos, presidente da empresa, com o crescimento da modalidade, os bancos começam a flexibilizar o SFH:

— Os bancos viram que era preciso aumentar a concorrência, já que as construtoras estão se autofinanciando. Por isso, criaram diferentes facilidades aos mutuários no SFH.

 

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