18/05/2011

Venda de imóveis novos em SP cai pela metade no 1º trimestre

Fonte: Agência Estado

Segundo levantamento do Secovi-SP, foram 4.265 unidades comercializadas no período, ante 8.461 vendidas no mesmo período de 2010

A venda de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo caiu pela metade (49,6%) no primeiro trimestre de 2011 em relação a igual período do ano anterior, somando 4.265 unidades, de acordo com pesquisa mensal do Sindicato das Empresas de Compra, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). Ao analisar os resultados, a entidade chama a atenção para a forte base de comparação, visto que nos primeiros três meses de 2010 foram vendidas 8.461 unidades, o dobro do comercializado um ano antes (4.831 imóveis).

(Foto:Divulgação)
Imóveis de São Paulo (Foto:Divulgação)

No mesmo intervalo, o volume de lançamentos recuou 18,7%, para 5.033 unidades, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp). Com isso, o indicador de Vendas sobre Oferta (VSO) médio desacelerou de 20,2% para 10,5% no comparativo entre mesmos trimestres. O desempenho, porém, ainda é superior à média de 8% informada entre janeiro a março de 2009 e semelhante à média de 10,6% registrada nos primeiros três meses de 2007.

No mês de março, as vendas de imóveis novos somaram 1.566 unidades, mostrando retração de 16,2% em relação a fevereiro e de 61,8% frente a março do ano passado, segundo o Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP. No período, o segmento de dois quartos respondeu por 48,1% do total de imóveis comercializados. Já os imóveis de três dormitórios representaram 26,2% dos negócios e os de quatro dormitórios responderam por 13,3% das vendas. O nicho de 1 dormitório, que tradicionalmente representa 7% das vendas, surpreendeu ao concentrar 12,3% em março.

Do total vendido no mês, 88,4% possuíam área útil média de até 130 metros quadrados. Os imóveis com área útil média entre 46 metros quadrados e 65 metros quadrados concentraram 44,8% das unidades comercializadas no mês e representaram mais da metade no intervalo de até 130 metros quadrados.

Lançamentos – Ao mesmo tempo, o volume de lançamentos caiu 47,3% em relação a fevereiro, para 1.530 unidades, segundo a Embraesp. Reflexo do arrefecimento da economia e fatores sazonais, a velocidade de vendas recuou de 13,2% em fevereiro para 11,5%. Em março do ano passado, o indicador alcançou 28,2%.

Em nota, a entidade reconhece que o atual ambiente econômico é menos favorável em relação ao início de 2010, com inflação em alta e consequente repercussão na taxa de juro básico – o que têm afastado os compradores, que em geral são mais conservadores. O feriado de Carnaval, que neste ano ocorreu em março, também pode ter contribuído para a desaceleração.

A entidade aponta ainda para o arrefecimento dos lançamentos relacionados ao programa “Minha Casa, Minha Vida“. Embora o teto dos valores dos imóveis que fazem parte da segunda fase do programa tenha sido revisto, os limites de faixa da renda familiar permanecem os mesmos.

Grande SP – As vendas de imóveis novos na Região Metropolitana de São Paulo cresceu 4,6% em março frente a fevereiro, totalizando 3.899 unidades, conforme levantamento do Sindicato de Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis comerciais de São Paulo (Secovi-SP). A capital foi responsável por 40,2% do volume comercializado na região.

Em nota, a entidade aponta que a relação entre capital e região Metropolitana continua em ritmo decrescente e alerta que, se a legislação da capital não for revista, essa tendência será irreversível.

Na região também foram lançados 3.002 imóveis em março, indicando queda de 45,3% em relação a fevereiro e de 56,5% ante igual período do ano anterior.

Com relação a tendências, na avaliação de Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi, é preciso aguardar os resultados dos próximos meses. “Por enquanto, fica a impressão de desaceleração no ritmo de comercialização para um ajuste técnico, devido à valorização dos imóveis e dos insumos”, acrescenta, ao lembrar que tradicionalmente o maior volume de negócios se concentra no segundo semestre.

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