04/07/2012

Venda de imóveis novos mantém trajetória de crescimento em São Paulo

Fonte: ZAP Imóveis

De acordo com a Pesquisa Secovi-SP, houve alta de 13,1% no volume comercializado de janeiro a maio de 2012. Lançamentos apontam queda significativa

A venda de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo registrou alta de 13,1% nos primeiros cinco meses deste ano, em relação a igual período de 2011. Até maio de 2012, foram comercializadas 10.135 unidades, diante de 8.964 unidades do ano passado.

A comercialização influenciou no faturamento deste ano, com VGV (Valor Global de Vendas) de R$ 5,08 bilhões, atualizado para maio pela variação do INCC e equivalente a aumento de 6% sobre VGV de R$ 4,79 bilhões acumulado entre janeiro e maio de 2011, também em valores reais.

O indicador velocidade de vendas de 12 meses foi de 61,4 %, superior ao índice verificado no encerramento do ano, de 56,7%. O indicador é representado pela relação entre as vendas no período compreendido entre junho de 2011 e maio deste ano, com a oferta remanescente de maio do ano passado acrescida ao total de unidades lançadas nos últimos 12 meses.

A pesquisa sobre o mercado imobiliário, realizada mensalmente pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, apontou, em maio, a comercialização de 2.728 unidades, volume 35,9% acima do número de imóveis vendidos em abril (2.007 unidades). As vendas do quinto mês de 2012 também superaram, em 14,6%, as de maio do ano passado (2.380 moradias).

O VGV de R$ 1,37 bilhão refletiu alta de 51,9% diante do VGV real de abril, de R$ 902,8 milhões. Já em relação a maio de 2011, a variação real (atualizada com variação do INCC) foi de 3,7%.

Segmentação – Em maio, imóveis de 2 quartos responderam por 59% do total comercializado, com 1.610 unidades, enquanto o segmento de 3 dormitórios participou com 26,6% e 726 unidades vendidas.
Do volume escoado no mês, 70% dos imóveis (1.916 unidades) se encontravam na fase de até seis meses a partir do lançamento – período que se caracteriza por maior investimento em campanhas promocionais. “O fato reforça que os produtos lançados são aderentes ao mercado consumidor, quer pela sua tipologia quer pelos preços”, afirma o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

Considerando a área útil média, destaque para imóveis na faixa entre 45 m² e 65 m², que registrou 1.130 unidades vendidas e teve participação de 41,4% no total de residências novas escoadas em maio.

Imóveis novos (Foto: Divulgação)

Lançamentos – Em termos de lançamentos residenciais, o mercado vem passando por ajustes neste ano. Dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) indicam que, de janeiro a maio, foram lançadas 7.496 unidades, um recuo de 31,4% em relação ao total apurado nos cinco primeiros meses de 2011 (10.925 imóveis). A tendência de retração não chegou a ser afetada pelo resultado do mês de maio, que registrou a oferta de 2.239 residências, com variação positiva de 38% sobre abril.

Considerações – A venda em unidades e em valores reais movimentados no período de janeiro a maio deste ano, comparada ao mesmo intervalo de 2011, apresentou alta de 13,1% e de 6%, respectivamente. Para o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, esse fato, aliado à evolução do indicador de desempenho de comercialização, permite confirmar as estimativas de encerrar 2012 com 31 mil unidades vendidas, um aumento de 10% em relação ao ano passado. “Por outro lado, consideramos modificar a previsão quanto aos lançamentos, que devem totalizar aproximadamente 30 mil unidades este ano.” Tal revisão nas expectativas se deve ao ajuste para baixo no volume de lançamentos residenciais no período de janeiro a maio (- 31,4% em relação a 2011) e à tendência de queda na aprovação de projetos no acumulado de 12 meses (conforme gráfico a seguir). Referida queda pode ser atribuída a dois principais fatores: maior dificuldade na formação de terrenos aptos à incorporação – em virtude da expressiva e constante queda nos estoques de potencial construtivo adicional por distrito –; e os exagerados prazos nos processos de licenciamento de edificações, que foram significativamente majorados nos últimos tempos.

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