19/09/2012

Venda de imóveis usados cai pelo 3º mês seguido

Fonte: ZAP Imóveis

As vendas de imóveis usados registram nova queda no último mês de julho no Estado de São Paulo. Esta foi a terceira vez seguida que há uma redução na comercialização.

Segundo pesquisa feita com 1.432 imobiliárias de 37 cidades pelo Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), as vendas caíram 5,63% em relação a junho, acumulando queda de 20,72% no ano.

Venda de imóveis usados cai pelo 3º mês seguido
As vendas de imóveis usados caíram 5,63% em relação a junho, acumulando queda de 20,72% no ano (Foto: Divulgação)

“Os resultados refletem o desaquecimento registrado na economia nos últimos meses e um ajuste dos mercados nesse período maior de tempo, de um ano”, afirmou José Augusto Viana Neto, presidente do Creci.

Ele lembrou ainda que o próprio governo recuou a expectativa de ata do PIB deste ano de 5% para 2% como consequência dos impactos na economia brasileira da crise internacional.

“O segundo semestre traz sempre a expectativa de melhoria econômica por causa dos ganhos extras das famílias, como bônus de participação em resultados, os dissídios salariais de grandes categorias e a renda extra do 13º salário”, apontou Viana Neto.

Regiões – A queda na comercialização foi puxada por duas das quatro regiões que compõem a pesquisa estadual: capital (- 32,08%) e as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (- 21,64%). Houve crescimento no interior (+ 18,3%) e no litoral (+ 5,56%).

As imobiliárias venderam mais apartamentos do que casas – foram 53,19% das unidades vendidas em junho.

A maioria das vendas no estado foi feita por meio de financiamento bancário, com 54,94% do total, e tiveram, na sua maior parte, preços finais superior a R$ 200 mil, com 52,28% das negociações.

A pesquisa ainda mostrou que os imóveis situados em bairros de áreas centrais das cidades foram os que registraram o maior índice de vendas: no interior (72,97% do total), no litoral (69,3%) e nas cidades do ABC, Guarulhos e Osasco (88,24%).

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