16/05/2014

Venda de imóveis usados e locação residencial crescem no Estado de SP

Vendas com pagamento a prazo foram 3,41% do total e as feitas por meio de consórcio somaram 1,41%

A locação de imóveis residenciais, com crescimento de 28,48%, e a venda de casas e apartamentos, com expansão de 9,4%, marcaram positivamente o inicio do ano nesses dois segmentos do mercado imobiliário. Os bons resultados apurados em janeiro sobre dezembro do ano passado “são indicativos de que não havia nesse momento pelo menos, e especialmente no caso das vendas, uma onda generalizada de desconfiança quanto ao rumo da Economia”, avalia José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo).

Venda de imóveis usados e locação residencial crescem no Estado de SP
Preços médios dos imóveis usados e aluguéis residenciais baixaram 4,2% em janeiro (Fotos: Shutterstock)

O Creci-SP constatou que os dois mercados começaram bem 2014 em pesquisa feita com 1.223 imobiliárias de 37 cidades do Estado, incluída a Capital. O número de casas e apartamentos usados vendidos foi 9,4% superior ao de dezembro; e as locações aumentaram 28,48% em relação ao mês anterior. Os preços médios dos imóveis usados e aluguéis residenciais baixaram 4,2% em janeiro na comparação com dezembro, segundo o índice Creci-SP, que considerou valores de venda e locação de 2.760 imóveis.

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O presidente do Creci-SP não arrisca prognóstico sobre os resultados das pesquisas dos meses seguintes, em apuração, mas diz que a venda de mais imóveis usados em Janeiro foi um sinalizador positivo para todo o mercado. “As famílias assumiram financiamentos de longo prazo como são os de imóveis porque acreditam que manterão seus empregos e que poderão honrar os financiamentos, o que é uma demonstração de confiança considerável quando se tem inflação batendo no teto da metade e dúvidas sobre o comportamento futuro de variáveis econômicas como investimento, câmbio, juros”, afirma Viana Neto.

“Havendo financiamento, as pessoas têm um estímulo natural e forte a assumir esse crédito de longo prazo”, acrescenta o presidente do Creci-SP. Ele se refere ao fato de que bancos têm dinheiro para emprestar a quem está interessado na compra da casa própria, como afirmou o superintendente regional da Caixa Econômica Federal em São Paulo, Paulo José Galli, em palestre no Creci-SP em 2 de Abril último.  A CEF emprestou R$ 135 bilhões em 2013 e a meta para este ano é chegar a R$ 153,3 bilhões este ano.

Financiamento de 58,23% – Em janeiro último, 58,23% dos imóveis vendidos no Estado foram financiados, sendo 37,95% pela Caixa e 20,28% por outros bancos. As vendas à vista representaram 36,95% das vendas efetivadas pelas 1.223 imobiliárias pesquisadas. As vendas com pagamento a prazo (financiamento dos proprietários) foram 3,41% do total e as feitas por meio de consórcio somaram 1,41%.

A ascensão e importância crescente do financiamento no desempenho do mercado de imóveis usados ficam claras quando se compara com Janeiro de 2013. Naquele mês, somente 35,24% das unidades vendidas no Estado foram financiadas pela Caixa Econômica Federal (CEF) e demais bancos.

Dos imóveis vendidos em Janeiro deste ano, 53% eram apartamentos e 46,99% eram casas. O índice estadual de vendas evoluiu de 0,3722 em dezembro para 0,4072 em janeiro.  Houve crescimento das vendas em três das quatro regiões que compõem a pesquisa Creci-SP. Na comparação com Dezembro, as vendas cresceram 36,05% no Interior; 2,09% no Litoral e 14,37% nas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco. Na Capital, as vendas caíram 15,48%.

Descontos de até 8,2%  –  Os proprietários dos imóveis vendidos em janeiro no Estado de São Paulo concederam descontos médios de 8,1% nos imóveis situados em bairros da periferia das cidades, de 6,7% nos localizados em bairros centrais e de 8,2% nos de bairros nobres. Os imóveis mais vendidos em janeiro foram os de valor médio até R$ 300 mil, com 63,25% do total.

Na divisão das vendas por faixas de preço médio, três predominaram: até R$ 2.000,00 (20,92% do total vendido); de R$ 2.000,01 a R$ 3.000,00 (35,87%); e de R$ 3.000,01 a R$ 4.000,00 (20,11%). Essas três faixas somaram 76,9% das vendas de Janeiro.

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