12/12/2012

Venda de imóveis usados e locação têm queda no Estado de São Paulo

De acordo com o Creci-SP, as imobiliárias consultadas venderam 51,46% em casas e 48,54% em apartamentos

Fonte: ZAP Imóveis
Venda de imóveis usados e locação têm queda no Estado de São Paulo
Venda de imóveis usados cai 13,78% (Fotos: Thickstock)

O mercado de imóveis usados não sustentou em setembro a alta registrada em agosto, que havia interrompido uma sequência de três meses de queda nas vendas de casas e apartamentos no Estado de São Paulo. As vendas encolheram 13,78% no período, como mostra pesquisa feita com 1.367 imobiliárias de 37 cidades pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP). A locação de imóveis teve comportamento semelhante, com recuo de 10,45% no número de novos contratos formalizados nessas imobiliárias.

As imobiliárias consultadas venderam 51,46% em casas e 48,54% em apartamentos. O índice de vendas estadual recuou 13,78%, de 0,6975 em agosto para 0,6013 em setembro. Os alugueis no Estado tiveram predomínio das casas (57,01% do total) sobre os apartamentos (42,99% dos contratos). O índice de locação baixou 10,45%, de 2,5423 em agosto para 2,2765 em setembro.

Esse recuou na demanda se refletiu nos preços dos imóveis usados e do aluguel residencial. O Índice Estadual de Preços de Imóveis Usados Residenciais do Creci-SP teve queda de 16,79% em setembro na comparação com agosto e acumula no ano retração de 10,39%. Foram computados no Índice os preços de venda e os valores de locação de 4.201 imóveis pesquisados nas 37 cidades do Estado.

“Este cenário compõe um quadro de preocupação”, avalia José Augusto Viana Neto, presidente da entidade. A preocupação a que ele se refere se deve ao comportamento das vendas de casas e apartamentos, especialmente. De janeiro a setembro, as vendas têm saldo negativo de 18,5%. A locação foi melhor até setembro, acumulando saldo positivo de 12,26%. “Ainda não temos um ano perdido no mercado de usados porque novembro e dezembro costumam ser meses com bom volume de negócios por causa da renda extra das famílias com o 13º salário e bônus”, afirma o presidente.

Tanto a venda quanto a locação de casas e apartamentos tiveram comportamento diferenciado nas quatro regiões que compõem a pesquisa. As vendas caíram 32,37% na capital e 23,2% no interior em setembro na comparação com agosto. Houve crescimento no litoral (12,01%) e nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (14,62%).

A situação se repetiu com a locação de casas e apartamentos nessas quatro regiões: queda na capital (- 13,84%) e no interior (- 25,1%) e alta no litoral (+ 45,64%) e nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (+ 4,67%).

Venda de imóveis usados e locação têm queda no Estado de São Paulo
Valor superior a R$ 200 mil foi mais vendido

Mais vendidos – Os imóveis mais vendidos no Estado de São Paulo em setembro foram os de valor superior a R$ 200 mil, com 54,04% das vendas registradas nas 37 cidades. Essa faixa de preço representou 62,65% do total negociado na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco, 46,31% no interior e 36,46% no litoral.

A maioria das vendas foi feita por meio de financiamento bancário, que somou 57,66% do total de contratos fechados nas imobiliárias pesquisadas. Seguiram-se as vendas à vista (38,81%), as vendas com financiamento direto do proprietário (3,04%) e por crédito de consórcio imobiliário (0,49%).

Os descontos médios concedidos pelos proprietários sobre os preços inicialmente pedidos variaram de 7,62% em área nobre a 9,92% nas áreas centrais em cidades do litoral; de 5,44% (área nobre) a 7,28% (área central) nas cidades do interior; e de 6,2% (bairros periféricos) a 9,11% (áreas nobres) nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco.

Os bairros de regiões centrais das cidades pesquisadas foram os que concentraram a maioria das vendas de imóveis no Interior (74,16% do total), no Litoral (77,95%) e nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (80,12%).

Mais alugados – Ao contrário de agosto, quando os imóveis mais alugados no Estado foram os de valor mensal médio até R$ 800, em setembro essa faixa subiu para até R$ 1.000. Imóveis com aluguel limitado a esse valor representaram 61,79% das novas locações efetivadas nas 1.367 imobiliárias pesquisadas peloa entidade.

O que não mudou foi a preponderância das casas sobre os apartamentos: 57,01% do total contra 42,99%. A maioria desses imóveis foi alugada por meio de garantia dada pelo fiador (60,73% do total). E também se manteve inalterada a preferência por imóveis situados em bairros de áreas centrais das cidades – eles somaram 81,01% das unidades alugadas na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco; 84,66% no interior; e 69,59% no litoral.

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