03/08/2011

Venda de imóveis usados tem queda de 31,31%

Fonte: ZAP Imóveis
(Fotos: Divulgação)
Preço dos imóveis mais baixo não evita queda nas vendas (Fotos: Divulgação)

Os preços dos imóveis usados da cidade de São Paulo ficaram 2,3% mais baratos em junho. Mas isso não foi suficiente para evitar uma queda de 31,31% nas vendas em relação a maio. Foi o terceiro mês seguido em que a pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) registra queda no volume de transações com imóveis usados na Capital.

No mercado de locação residencial, o aumento de 4,97% na média dos valores dos alugueis novos contratados em junho foi uma das causas prováveis da redução de 8,97% no número de casas e apartamentos alugados, também na comparação com maio. Foi o quarto mês seguido de baixa na locação residencial na Capital, “situação que pode estar indicando que se chegou ao fundo do poço na relação entre capacidade de pagamento das famílias e os valores pedidos pelos proprietários”, avalia José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.

“A mensagem que parece estar por trás desse comportamento é a de que o aluguel está caro”, afirma.

Em junho, apartamentos de três dormitórios situados em bairros como Cambuci, Saúde e Tucuruvi, foram alugados em média por R$ 2.569, o equivalente a 4,7 salários mínimos. “E ainda há o custo do condomínio, o que eleva essa conta para mais de cinco salários mínimos, que fica salgada para muitas famílias”, diz Viana Neto.

Somente em bairros muito afastados do centro, como Capão Redondo e Campo Limpo é possível encontrar imóvel cujo aluguel pode ser pago com um salário mínimo – apartamentos de um dormitório que eram alugados em junho por R$ 450 em média.

De acordo com a pesquisa, o aluguel de casas de três dormitórios situadas nestes bairros foi o mais baixo – o valor médio caiu de R$ 1.325 em maio para R$ 865 em junho, uma redução de 34,72%.

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1 Comentário

  1. Acredito que a venda vai continuar caindo, afinal como consegue-se justificar o aumento de 128% de aumento num periodo de 36 meses?Pelo menos aqui no Rio de Janeiro, nada justifica, a cidade continua violenta, o transito caotico, o lixo toma as ruas de Copacabana, Botafogo,Flamengo e de bairros adjacentes, saúde só pra quem tem planos carissimos e segurança é melhor nem comentar.Em tese, tudo que sobe desce, e além de tudo que já foi dito, ainda temos a crise financeira mundial que está de volta com mais força ainda.Não tem como os preços continuarem no atual patamar.

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