27/05/2009

Venda de imóvel usado cresce 8,26% em SP

Fonte: Revista ZAP

Foram 1.094 casas e apartamentos que trocaram de dono, o que fez o índice estadual de vendas evoluir de 0,6196 em fevereiro para 0,6708 em março

As vendas de imóveis usados cresceram 8,26% no Estado de São Paulo em março na comparação com fevereiro, segundo pesquisa feita pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) com 1.631 imobiliárias de 37 cidades, incluindo a Capital. Foram 1.094 casas e apartamentos que trocaram de dono, o que fez o índice estadual de vendas evoluir de 0,6196 em fevereiro para 0,6708 em março.

Foi o terceiro mês seguido de vendas em alta no Estado. Em fevereiro, a pesquisa Creci-SP havia registrado crescimento de 54,99% em relação a janeiro, período em que as vendas tinham aumentado 40,7% em relação a dezembro de 2008.

A Capital puxou as vendas do período, com alta de 30,63%, as outras três regiões em que se divide a pesquisa também tiveram desempenho positivo: crescimento de 10,5% no Litoral, de 0,93% no Interior e de 2,38% nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco. No conjunto das quatro regiões, as casas representaram 50,46% das vendas, e os apartamentos, 49,54%.

“Embora em menor ritmo, esse terceiro mês seguido de crescimento das vendas reflete confiança da parte dos compradores, na medida em que imobilizaram capital em imóveis num momento de incerteza financeira, além de indicar que o mercado tinha um fôlego insuspeitado menos de três meses depois do início da crise econômica mundial, em setembro do ano passado”, afirma o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto. “Não há como prever se esse comportamento vai se manter nos próximos meses”, acrescenta, observando, porém, que “a verdadeira estabilidade e o crescimento sustentado do mercado de imóveis usados só serão efetivamente alcançados com vasta oferta de financiamento imobiliário com juros menores que os praticados hoje”.

MAIS VENDIDOS – Os imóveis mais vendidos em março em duas das quatro regiões em que se divide a pesquisa estadual foram os que custavam até R$140 mil. Em São Paulo, as casas e apartamentos até essa faixa representaram 54,72% dos negócios fechados pelas imobiliárias consultadas pelo Creci-SP. Nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco, a participação chegou a 60%.

No Interior e no Litoral, a faixa de maior venda foi a de até R$100 mil. Casas e apartamentos até esse valor somaram 50,85% das vendas em março no Interior e 53,49% no Litoral, segundo mostram os dados da pesquisa a entidade.

As vendas feitas à vista foram a forma principal de negociação em março em três das quatro regiões do Estado: elas estiveram presentes em 51,89% das transações na Capital, em 61,07% no Litoral e em 44,62% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco. No Interior, os financiamentos da Caixa Econômica Federal (CEF) responderam por 55,56% das vendas de casas e apartamentos.

Locação tem queda de 9,1% – A locação de imóveis residenciais no Estado de São Paulo teve queda de 9,1% em março na comparação com fevereiro. A pesquisa Creci-SP feita em 37 cidades, incluindo a Capital, registrou a locação de 3.146 imóveis em 1.631 imobiliárias consultadas. Isso fez com que o índice estadual de locação recuasse de 2,1220 em fevereiro para 1,9289 em março.

Nas quatro regiões em que se divide a pesquisa, apenas a Capital teve número maior de locações que em fevereiro: + 26,96%. Houve queda de 24,16% no Interior, de 5,12% no Litoral e de 6,03% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco. As casas somaram 62,97% das novas locações, ficando os apartamentos com 37,03%.

Em três das quatro regiões do Estado, os imóveis mais alugados em março foram aqueles com valor até R$600,00 mensais: eles representaram 66,55% do total alugado no Interior, 59,81% no Litoral e 72,53% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco. Na Capital, os mais alugados foram os de valor até R$800,00, com 71,56% das contratações.

O fiador dominou amplamente a maioria dos contratos assinados no período: 87,8% deles o tinham como garantia no Interior, 49,53% no Litoral, 52,27% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco e 45,88% na Capital. Em março, segundo a pesquisa Creci-SP, o percentual de locações canceladas representou 54,16% do total de locações contratadas.

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