01/10/2008

Venda e locação de imóveis registram queda em agosto

Fonte: Editoria Zap

Creci-SP acredita que o incentivo ao uso do FGTS para a compra de ações da Petrobras ajudou a derrubar os negócios

As vendas de imóveis usados na cidade de São Paulo caíram 19,18% em agosto em relação a julho, segundo pesquisa feita com 430 imobiliárias pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo). Foram vendidos 173 imóveis, o que fez o índice de vendas da capital recuar de 0,4978 para 0,4023 no período. Os apartamentos foram os preferidos pelos consumidores no período, com 60,69% dos negócios fechados.

A maioria dos imóveis foi vendida à vista, representando 54,39% do total. Os financiamentos responderam por 43,86% das vendas, ficando a venda parcelada pelos proprietários com 1,17% dos contratos. Os consórcios tiveram participação de 0,58%. A predominância das vendas à vista é uma das razões nesta e nas pesquisas anteriores para justificar a queda nas vendas, “já que o crédito de longo prazo é fundamental para quem deseja comprar a casa própria e também para sustentar a estabilidade neste mercado”, explica o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.

“É por isso que endossamos integralmente a posição do presidente Lula, de considerar ´abominável´ a notícia de que ele havia autorizado o uso do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para compra de ações da Petrobras, um meio de financiar a exploração do petróleo da camada pré-sal”, afirma Viana Neto.

Mais vendidos 
Os imóveis mais vendidos em agosto na cidade de São Paulo foram os de valor médio até R$ 160 mil, que representaram 55,29% do total de negócios fechados no mês. A pesquisa da entidade do setor constatou no mercado de apartamentos, 11 ocorrências de baixa de preços médios e nove de alta na comparação com julho.

Locação cai 15,21%
O número de imóveis alugados em São Paulo em agosto foi 15,21% menor que o de julho, segundo pesquisa feita pelo Creci-SP com 430 imobiliárias. Elas alugaram 830 casas e apartamentos, o que fez o índice de locação baixar de 2,2765 para 1,9302. Casas (50,24%) e apartamentos (49,76%) praticamente dividiram a preferência dos locatários.

A maioria dos imóveis alugados – 68,61% – situou-se na faixa de até R$ 800 de aluguel mensal. Por faixa, a de R$ 201 a R$ 400 foi a que teve maior número de contratos, 25,98% do total. A maioria das locações – 43,44% teve o fiador como garantia dos contratos, ficando o seguro-fiança com 26,64% e o depósito de três meses com 29,92%. 

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