20/08/2008

Vendas de imóveis novos disparam em São Paulo

Fonte: Jornal da Tarde

Segundo o Secovi, construtoras e incorporadoras venderam 19.224 unidades residenciais na Capital no primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 33,2% em relação ao mesmo período de 2007

Zap o especialista em imóveisCom o empreendimento ainda em construção, o mutuário pode pagar parcelas iniciais de valor menor

A venda de imóveis residenciais novos na Capital disparou no primeiro semestre deste ano. Segundo pesquisa do Secovi, o Sindicato da Habitação, construtoras e incorporadoras venderam 19.224 unidades entre janeiro e junho, ante 14.430 no mesmo período do ano passado, ou seja, houve uma alta de 33,2%. Apenas em junho, as vendas cresceram 14% em relação ao mesmo período do ano passado, para 3.613 unidades, o que movimentou R$ 1,38 bilhão.

A comercialização de imóveis ainda em construção ganha forças principalmente pelo baixo custo das parcelas durante a fase de obras. Segundo a legislação, enquanto o prédio ainda não está pronto, os compradores pagam as prestações diretamente para a construtora, que também fica impedida de cobrar juros. Após a entrega da chave, o contrato passa para um financiamento bancário tradicional. Com esse mecanismo o mutuário paga parcelas iniciais de valor menor e, desse modo, consegue uma folga para juntar dinheiro a fim de amortizar a dívida no futuro.

Segundo as próprias empresas do setor, um imóvel na planta pode custar até 40% menos do que um apartamento com as mesmas características, já pronto, na mesma região. Além disso, algumas construtoras, em parceria com os bancos, oferecem a possibilidade de financiamento em 25 anos – o que reforça o crescimento de vendas deste tipo de empreendimento na Cidade de São Paulo.

Cuidados

Comprar um imóvel novo requer atenção para evitar problemas futuros. A questão é que, ao adquirir um apartamento usado, o consumidor pode se mudar para o local em pouco tempo. Porém, ao comprar um bem em construção, é preciso esperar até o término das obras, o que pode levar ao acúmulo das prestações com um eventual aluguel que o comprador pague.

Outro aspecto a ser verificado é a saúde financeira da construtora. O Procon orienta os consumidores a buscarem referências sobre a empresa responsável pelo projeto, para saber se suas contas estão em ordem e se costuma finalizar as obras no prazo. Além disso, a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Construção Civil (Abratec), recomenda visitar algum empreendimento já concluído, para conhecer a qualidade do material usado.

Nos estantes de venda do projeto, o consumidor tem acesso ao Memorial de Incorporação, onde consta o registro do imóvel, as certidões e o alvará da empresa. Antes de assinar o contrato, o interessado deve ler atentamente todas as cláusulas e eliminar as dúvidas que surjam. Geralmente, os contratos usam termos e linguagem que fogem do dia-a-dia da maioria das pessoas.

Há ainda um outro fator a ser considerado – com o qual poucas pessoas se preocupam: o preço do condomínio. Muitas vezes, o consumidor é informado de que a taxa será de um valor, mas acaba ficando mais alta. Isso ocorre porque, em alguns casos, nem todas as unidades são vendidas antes da entrega das chaves, então, o valor tem de ser rateado para um número menor de moradores.

Planejamento

Antes de comprar um imóvel na planta, analise o Memorial de
Incorporação do projeto, disponível no estande de vendas;

Visite um prédio construído pela mesma empresa, para conhecer o acabamento e o material usado na obra;

Procure referências da empresa com outros compradores para saber se as unidades são entregues no prazo;

No site www.procon.sp.gov.br, verifique se a empresa possui
muitas reclamações de outros consumidores;

Por fim, calcule se o valor das prestações e do condomínio cabem no orçamento.

Números

14.430 unidades novas foram vendidas no primeiro semestre do ano passado na Capital. Enquanto 19.224 casas e apartamentos novos foram vendidos nos seis primeiros meses deste ano em São Paulo. Segundo dados do Secovi, 33,2% foi o crescimento no volume de unidades vendidas.

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