19/09/2011

Vendas em residências garantem compras boas, divertidas e baratas

Fonte: O Globo
Pôsters de filmes emoldurados: vendidos por R$ 45, cada (Foto: Pedro Kirilos)
Pôsters de filmes emoldurados: vendidos por R$ 45, cada (Foto: Pedro Kirilos)

Pergunte a qualquer design de interiores, arquiteto ou especialista em decoração. Dez entre dez vão dizer que para imprimir personalidade a um ambiente é preciso ter peças que marquem presença, seja pela beleza, pelo design ou pela história. Mesmo que essa história não seja a sua.

Prova disso é que o site vendaemresidencia.com.br, criado há cinco anos, tem hoje uma legião de seguidores que adoram comprar peças para a sua casa, na casa dos outros. Uma evolução quase natural do negócio da família Borges, que há 18 anos mantém a loja Venda em Garagem, no Jardim Botânico, o site segue a ideia das famosas garage sales americanas. Mas, em vez da garagem, os objetos estão pela casa toda. E quase tudo está à venda: de móveis a objetos pessoais, como roupas e bolsas.

“Normalmente, o vendedor herdou o apartamento com tudo dentro, está com problema financeiro ou apenas resolveu se mudar para um imóvel menor”, conta Fábio Borges, mentor do site e um dos organizadores das vendas.

O negócio começou há 15 anos, acontecendo esporadicamente. Hoje, são duas vendas em residência por semana, às sextas e domingos. Funciona assim: o vendedor entra em contato com o site; os organizadores vão até a casa, inspecionam as peças, definem preços (em acordo com quem está vendendo) e a arrumação da casa para permitir a circulação dos compradores. Dias antes, as fotos das peças são postadas no site com a data da venda.

Para participar, é preciso encarar concorrentes. Há quem chegue ao prédio onde acontecerá a venda 24 horas antes. Tudo para garantir o primeiro lugar na fila e a preferência na entrada, com indicação de onde encontrar a peça que deseja. Aos outros, resta a correria até a etiqueta colorida que indica o preço do objeto de desejo e garante, a quem a pega, sua posse.

Também é preciso levar o valor em dinheiro, porque o pagamento deve ser feito na hora e em cash. Mas só recebe o endereço das vendas, quem for cadastrado no site. E para isso, é preciso ir até a loja ou ser indicado por outro participante. Tudo para garantir a segurança de quem abre a porta a estranhos.

Estranhos? Bem, só mesmo para o vendedor: os compradores se conhecem muito bem. Há desde colecionadores e antiquários até gente que está montando casa. E todos são unânimes: essa compra pode viciar. Tanto que, vez por outra, nem os organizadores resistem. Eu, confesso, também não resisti quando fui fazer esta reportagem num apartamento em Botafogo, repleto de peças art déco. E saí de lá com um conjunto de três taças de vinho, peças decorativas de cobre para a cozinha e uma poltrona art déco. Tudo por menos de R$ 100.

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