09/12/2007

Vigilância é imprescindível nos condomínios

Fonte: O Estado de S. Paulo

O número de assaltos a condomínios está caindo desde 2005. Eles podem aos poucos voltar a ser ilhas de tranqüilidade no universo turbulento das cidades, seguindo aliás a idéia original desse tipo de moradia.

Não apenas em relação aos condomínios e ao mercado imobiliário como um todo, há fatos novos que encorajam nosso otimismo. Há um novo ciclo de alta na economia. Pode parecer que não, mas nada resiste a uma economia forte gerando empregos. Assaltos e violência são filhos legítimos da pobreza. É preciso acreditar na sutil e óbvia relação entre os fatores.

Esse novo ciclo de alta pode mudar tudo. É muito cedo para dizer que os bons ventos da economia estão por trás da queda dos registros de violência contra os condomínios. Mas é o começo de um processo de longo prazo no qual precisamos apostar.

Por enquanto, condomínios devem manter a guarda. Nenhum aparato tecnológico substitui o estado de alerta dos funcionários e moradores dos condomínios. As falhas mais freqüentes partem dos funcionários. As dicas para tornar o condomínio mais seguro são publicadas de forma repetitiva pela mídia, sempre que mais um assalto ocorre. Essas dicas têm de ser recortadas e afixadas de forma visível nas áreas comuns do prédio. Os cursos que as administradoras promovem sobre segurança em condomínios para funcionários têm de ser prestigiados.

Condôminos

Assim, como o treinamento dos funcionários do prédio, a vigilância dos moradores é imprescindível. Não se trata apenas de conscientização, temos de acabar com a inércia e a preguiça de quem encomendou a pizza e não vai pessoalmente pegá-la. Cada um de fora que sobe para entregas na unidade autônoma pode representar perigo. Cada vez que o porteiro abre o portão, idem. Na maioria dos casos, ladrões entram pela porta da frente.

O que ocorre com os condomínios vale para transportadoras de carga, empresas de transporte, bancos, caixas eletrônicos, lojas e residências. Vale para supermercados, empórios, postos de gasolina, bazares, shoppings e agências de automóveis. Uns mais que outros, todos podem ser assaltados.
Todos precisam portante manter a guarda. Proprietários, gerentes e funcionários precisam observar-se uns aos outros. É como no caso da segurança entre prédios vizinhos: o porteiro de um prédio vigia o porteiro do outro através de câmaras de TV. Esse estado de alerta é bíblico e inclui a difícil auto-vigilância.

A luta terá de prosseguir com ventos favoráveis ou não. Mas os ventos estão favoráveis. Depois das chamadas décadas perdidas, o Brasil começou novamente a funcionar. A construção civil é uma das frentes dessa retomada. Temos o hábito de afirmar que a educação gera empregos. É verdade. Mas a recíproca é mais que verdadeira. Emprego garante educação e tira marginais da rua. Esvazia o crime.

*Hubert Gebara é vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP e diretor da Hubert Imóveis

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