27/05/2006

Vila Leopoldina: futuro vertical

Fonte: O Estado de S. Paulo

Prédios avançam pelo cenário do bairro e podem impulsionar uma mudança na qualidade de vida local

A Rua Carlos Weber é a vedete do processo de revitalização da Vila Leopoldina. Ao longo dos quase dois quilômetros de extensão, exibe anúncios de novos lançamentos imobiliários, trabalhadores em um vai e vem frenético e novos moradores entusiasmados que apostam na valorização do local.

Para incorporadores, a região atrai por ter terrenos com preços acessíveis, excelente localização e infra-estrutura. Atualmente, 10 novos empreendimentos confirmam a vocação do trecho, que já foi apelidado como a “nova Moema”.

E o que para alguns moradores mais antigos soa como exagero, os mais novos vêem como motivo para compra de um apartamento. A médica Íris Resende de Souza e Cruz, de 32 anos, comprou um apartamento que está em fase de acabamento. “Foi um voto de confiança em um bairro que gosto muito. Espero que as previsões se confirmem”, afirma a médica.

As previsões citadas pela médica são a expectativa de que a valorização imobiliária alcance a Avenida Imperatriz Leopoldina e a parte do bairro mais próxima da Ceagesp. Inpar, Cyrela, Setin e Gafisa estão entre as empresas que apostam nos novos empreendimentos. Academias, lojas de roupa e presentes começam a se estabelecer. O empresário Paulo Rogério Braga comprou uma casa na Rua Campo Grande, transversal à Carlos Weber, para montar uma padaria. “Em breve, serão quase 40 condomínios de padrão médio e alto. Há espaço aqui para quem sabe o que e como fazer.”

Braga está de olho em uma clientela com bom poder aquisitivo. Os preços do metro quadrado de área privativa variam entre R$ 2.800,00 e R$ 3.500,00, de acordo com o padrão e a localização do empreendimento.

História de mudanças 

Quando foi iniciado o loteamento, em 1894, a Vila Leopoldina era uma área rural com currais, chácaras e estábulos. A exploração imobiliária ficou a cargo de empreendedores alemães, incluindo dona Leopoldina. Graças a isso, até hoje a zona central tem muitas ruas com nomes de origem germânica, como Mergenthaler, Frederico Wolff, Bauman e Hayden.

Depois da chegada da ferrovia, no começo do século passado, o bairro começou a tornar-se uma área industrial. A instalação da Ceagesp foi o passo definitivo para a vocação empresarial. Hoje, grande parte dos lançamentos imobiliários se ergue de antigos galpões que foram usados por transportadoras. 

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