15/04/2004

Vista suas janelas

Fonte: Editoria Zap
Zap o especialista em imóveis Zap o especialista em imóveis Antes de escolher o tecido, recolha muitas amostras nas lojas especializadas. Leve-as para casa e veja qual delas combina melhor com o estilo da sua decoração. Aqui vale uma dica: quanto mais neutro for o tecido, menos chance você tem de errar. Em geral, cortinas e persianas funcionam como pano de fundo e há muitos outros elementos a se considerar: móveis, cadeiras, tapetes. Essa recomendação, porém, não vale para os xales. “Enquanto cortinas e persianas devem seguir uma tonalidade próxima da parede, os xales podem ter um tom mais forte, que combine com o tecido de algum móvel”, afirma a decoradora Camila Matarazzo.

Definidas as amostras, informe-se sobre a qualidade e as características do material: é lavável? encolhe? desbota ao sol? é durável? tem bom caimento? As escolhas, normalmente, recaem entre os tecidos sintéticos e os naturais. Os 100% naturais – algodão, linho e seda – têm melhor caimento e uma grande variedade de texturas, espessuras e transparências, mas tendem a encolher. Há tecidos, porém, que já vêm pré-encolhidos de fábrica. Já os sintéticos – poliéster, viscose, acrílico e os mistos – ganharam mais qualidade com novas tecnologias e alguns até se parecem com os naturais. Como não encolhem, podem ser lavados em casa.

Forro — Sua função é ampliar a vida útil da cortina, protegendo-a do sol, da sujeira e da poluição. Não é mais de uso obrigatório, mas há alguns casos que não há como dispensá-lo. Cortinas de seda, por exemplo, merecem proteção extra para não desgastar com o tempo. As coloridas costumam desbotar ao sol. Entre os tecidos mais usados para forro estão: o tergal verão, o algodão e a gabardine.

Como calcular a metragem do tecido — Meça a largura da janela, adicionando a essa medida entre 20 e 40 cm para as laterais. Se o tecido for encorpado, multiplique esse número por dois. No caso de tecidos finos, multiplique por três, para que a cortina ganhe mais volume. O resultado corresponde ao número de partes (ou alturas) que serão emendadas.

Defina, agora, a altura da cortina (os decoradores recomendam modelos até o chão) e some a essa medida de 30 a 50 cm para barra e cabeçotes. Multiplique a altura total pelo número de panos (ou alturas). O resultado lhe dará a metragem do tecido. Para o forro, o cálculo é o mesmo se ele for costurado junto à cortina. Quando corre em varão ou trilho independente, porém, a necessidade de tecido é menor. Nesse caso, multiplique a largura da janela (com os acréscimos laterais) por 1,5. Em seguida, multiplique o resultado pela altura da cortina (incluindo os acréscimos para barra e cabeçote). O valor indicará a metragem total do forro

Modelos — Pesados panos que se sobrepunham em cascatas, virou coisa do passado. Hoje, as cortinas estão cada vez mais simples e pouco volumosas. As de alças e argolas ganham destaque em varões de madeira ou ferro. Usadas em ambientes despojados, as de ilhoses também fazem sucesso. Há ainda os que preferem manter as cortinas de pregas em trilhos, escondidos em bandôs de tecidos ou sancas de gesso. Esse sistema é o mais indicado para forros black-outs, pois permite uma boa vedação quando o trilho fica rente ao teto.

Limpeza — Que tal recorrer ao aspirador de pó? Sim, é simples e fácil conservar sua cortina por mais tempo. Basta usar o aparelho a cada 15 dias, com o bocal escova para não danificar o tecido com a sucção. A lavagem pode ser feita a cada seis meses, para o forro, e uma vez por ano, para a cortina. Se o tecido permitir, lave-o em casa, com sabão neutro. Ponha-o de molho de um dia para o outro, trocando a água três vezes, a primeira, com apenas 20 minutos de molho, para que o pó não tinja o tecido. No dia seguinte, lave-a na máquina, acionando o programa para delicados. Deixe secar ao ar livre.

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