19/11/2008

Viver bem em condomínio

Fonte: Jornal da Tarde

Segurança é a questão número um para quem procura esse tipo de empreendimento

Muita gente sonha em ter uma casa bonita, jardinzinho e churrasqueira. Mas, quando o item segurança desponta, a qualidade desse tipo de moradia é logo colocada em dúvida. Quem não abre mão desse sonho, porém, pode investir em sistemas de proteção como cercas elétricas, câmeras e até um vigia na rua.

Mesmo assim, para aqueles que têm filhos, a alternativa pode não ser tão interessante: os tempos são outros e já não é tranqüilo deixar crianças e adolescentes brincarem na rua, como muitos fizeram na infância. Como as crianças vão se distrair, então?

Nesse caso, muitos pais preferem a tranqüilidade dos condomínios, onde os filhos costumam ficar nas horas vagas com porteiros controlando sua entrada ou saída, como verdadeiras babás, para tranqüilidade dos pais e infelicidade dos adolescentes.

Os condomínios horizontais, para a classe média ou sofisticados, podem preencher essa lacuna, ao oferecer justamente essa proteção aliada a opções de lazer, sem perder o conforto da casa.

Porém, a oferta dessa modalidade é pequena ainda: segundo levantamento da Embraesp, nos últimos dez anos houve, na Grande São Paulo, o lançamento de 3.607 empreendimentos, com 272.444 unidades, e os condomínios de casas representaram apenas 26% desse total, com 924 conjuntos. A participação é ainda mais tímida quando se leva em consideração as unidades oferecidas nesses locais no período (16.007, ou 5,87% do total).

Preferência
Segundo o vice-presidente da Fernandez Mera Empreendimentos Imobiliários, Gonçalo Fernandez, 80% dos 3 mil contatos semanais recebidos pela sua empresa à procura de imóveis são de interessados em adquirir apartamentos. “Os condomínios de prédios na cidade têm áreas maiores, mais itens de lazer em comum e verde. Além disso, a taxa condominial também fica bem menor porque o número de unidades é maior e o valor rateado entre mais pessoas.”

Na hora de escolher o tipo de imóvel, há que se considerar a questão da taxa condominial, cobrada tanto nos prédios de apartamentos quanto nos conjuntos residenciais. Essa despesa mensal, que muitos consideram um tipo de aluguel eterno, cabe no orçamento da família. Nesse caso, o proprietário de uma casa fora desses empreendimentos leva a vantagem de não ter esse gasto.

Atenção
Veja com vizinhos e comerciantes próximos se a região tem problemas de segurança, antes de optar por uma casa de rua;

Considere se gastos para mais segurança, como cerca elétrica e câmera cabem no orçamento;

Avalie se muitos itens de lazer de conjuntos de apartamentos não encarecem o condomínio;

Se escolher condomínio de casa fora de SP, veja se está disposto a usar estrada diariamente.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.