23/02/2010

Volume de lançamentos em 2009 cai, mas programa deve continuar

Fonte: Revista ZAP

O mercado de imóveis novos em São Paulo registrou, em 2009, uma queda de 12,7% no volume de lançamentos em razão da crise econômica mundial – que atingiu o setor brasileiro no início do ano passado. O prejuízo poderia ter sido maior, mas o setor foi salvo pelo Minha Casa, Minha Vida – programa do governo lançado em 2009 e que promete ter a segunda fase após a entrega do primeiro lote de moradias.

Segundo o Secovi-SP (Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo) nos dois últimos meses do ano,  o mercado imobiliário sinalizou uma recuperação que ajudou a superar as expectativas para 2009, mas não foi suficiente para ultrapassar os números positivos de 2008. “Apenas nos últimos meses, foram lançadas 9.753 unidades e atingiu um volume de vendas de 8.274 moradias”, comenta o presidente do Secovi-SP, João Crestana.


Já neste ano, o sindicato acredita que o setor crescerá em ritmo sustentável, em torno de 10% em lançamentos e 5% na comerciaização de imóveis. Ou seja, deve-se chegar a aproximadamente 33 mil unidades lançadas (ainda inferior a 2008, de 34,5 mil unidades) e 37 mil unidades vendidas.  

A expansãoserá puxada pelo aumento do volume de crédito imobiliário. A expectativa é que o volume de financiamento habitacional com recursos da poupança alcance R$ 45 bilhões em 2010, ante R$ 34 bilhões no ano passado. Além disso, o mercado conta com os investimentos no programa Minha Casa, Minha Vida. Em 2009, foram financiadas 275 mil unidades pelo programa, que tem como meta construir 1 milhão de moradias para a população de baixa renda.

MINHA CASA, MINHA VIDA 2 – Durante a divulgação do balanço de 2009, o presidente do Secovi-SP, confessou estar apresentando ao governo algumas ideias defendendo a prolongação do programa Minha Casa, Minha Vida com algumas mudanças.

“O programa é o primeiro passo de uma política habitacional que deve ser permanente, pelo menos até que acabe com essa quantidade de famílias (cerca de 8 milhões de pessoas) que moram precariamente”, diz Crestana.

A reformulação do programa, nesta segunda fase, pode ajudar o governo a cumprir suas metas. Já que em 2010, a expectativa era entregar as unidades até o final deste ano, porém  isso só vai acontecer em 2012. “Ainda há condição de participar do programa – é possível que os recursos para o Minha Casa, Minha Vida se esgotem em setembro, por isso boa parte delas não será construída em 2010 e sim em 2011 e 2012”, conta Crestana.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.