10/05/2016

Votação do impeachment influencia o mercado imobiliário

Resultado, seja pelo afastamento ou permanência de Dilma Roussef, traz cenários diferentes para o futuro do setor

Fonte: ZAP em Casa

O plenário do Senado vota, nesta quarta-feira, o pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Caso seja aprovado, a presidente será afastada imediatamente do cargo por até 180 dias até que o processo seja julgado. Muito além de ser unicamente uma decisão política, este também é um resultado que influencia diretamente na economia brasileira, que sente os efeitos da instabilidade política do País. Com o mercado imobiliário não é diferente. Saiba quais são as perspectivas caso o Senado vote negativa ou positivamente em relação ao impeachment.

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Para entender os próximos passos, para que o impeachment siga em frente, o Senado precisa aprovar o processo por maioria simples. Caso isso se confirme, Dilma será afastada de imediato da função de presidente por até 180 dias, quando o Senado voltará a votar e precisará de dois terços para o afastamento definitivo da presidente. No período dos seis meses subsequentes à votação desta quarta-feira, o vice Michel Temer assume o cargo interinamente.

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Decisão sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff acontece nesta quarta-feira (Foto: Reprodução/Shutterstock)

Não apenas pela grave crise econômica, a economia brasileira também tem oscilado com todo esse processo de instabilidade política. O crédito está escasso, os juros altos, o câmbio balança numa gangorra, junto com a Bolsa de Valores. A valorização e desvalorização do Real frente ao dólar, inclusive, tem mostrado a influência das decisões políticas nas questões econômicas do Brasil.

Na última sexta-feira, o dólar recuou 1,04% a R$ 3,503, motivado pela aprovação pela comissão especial do Senado que analisa o processo de impeachment do parecer do relator Antonio Anastasia, que admitiu o impeachment. Nesta segunda-feira, no entanto, com a notícia que o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, anulou a votação de impeachment, a cotação chegou a bater acima dos R$ 3,60. O movimento de alta só perdeu força perto do fim do pregão, quando o presidente do Senado Renan Calheiros manteve o andamento do processo de afastamento, e o dólar fechou o dia com alta de 0,63% a R$ 3,516.

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Assim como outros setores a decisão afeta o mercado imobiliário (Foto: Reprodução/Shutterstock)

O que é fato é que a decisão do Senado nesta quarta-feira vai influenciar na economia e, consequentemente, no mercado imobiliário. Porém, independente se Dilma siga como presidente ou Temer assuma o cargo interinamente, as dificuldades para conseguir equilibrar as contas já acumulados serão grandes. Mas é fato que o resultado da votação desenha cenários diferentes para o setor.

Se o impeachment acontecer

O mercado imobiliário tem visto, de uma forma geral, o processo de impeachment como uma melhora nas perspectivas, principalmente pelo resgate da confiança de uma retomada das atividades econômicas. “Existe uma perspectiva em relação à agenda econômica de um eventual governo Temer e os investidores estão apostando que tenha uma melhora com o afastamento de Dilma porque existe uma visão que o novo governo teria mais condições de enfrentar as dificuldades”, analisa Danilo Igliori, chairman do DataZAP, área de inteligência imobiliária do ZAP.

Desta forma, existe uma perspectiva de resultados mais positivos ainda neste ano, iniciando de forma lenta e ganhando força com a retomada da confiança. “Existe perspectiva que o dólar se desvalorize, que os juros caiam, que a inflação fique mais segura e o crédito seja ampliado”, reforça. Todos esses indicadores influenciam diretamente no mercado imobiliário, melhorando a economia, passando mais segurança para as incorporadoras e dando melhores perspectivas para quem deseja investir em um imóvel.

Se o impeachment não acontecer

Já caso seja votada a permanência de Dilma Rousseff na presidência, poderia gerar uma incerteza e tirar essa pequena expectativa de melhora. “O mercado perdeu a esperança no atual governo de que ele consiga estancar esses problemas e voltaria ao atual cenário de um governo visto como responsável pela crise econômica e que ganha sobrevida neste processo”, afirma Igliori.

 

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